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Banda Tio Nelson - Foto: Renan Viana
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Nesta entrevista,
o Baladasvip.net bate um papo com a Banda
de Pop Rock Tio Nelson, que mesmo com
poucos anos no cenário local, já
tem uma grande quantidade de fãs
espalhados por onde os rapazes chegam.
Formada por Rafael (Bateria), Danilo (Guitarra),
Thiago (Baixo), Ariel (Baixo) e Flexa
(Vocal), os garotos cumprem uma extensa
agenda de shows e já acumulam a
experiência de terem tocado em quase
todos os lugares de Belém. Planejam
para 2009 o lançamento de um CD
com músicas próprias e muito
mais novidades para os fãs.
Luiz:
Como surgiu a idéia da banda?
Rafael
(bateria): A idéia da banda foi
do Ariel, baixista, que chamou o Amaral
pra montar, esse negócio de brincadeira,
que já faz dois anos. Logo depois
eles me chamaram e passando uns dois meses
chamaram o Flexa (vocal). Tinha um outro
membro que tocava com a gente, o Breno.
Com três ou quatro meses a gente
montou o repertório. A gente tava
ajeitando a banda pra um evento na escola
(de música na qual a banda estuda)
onde rola umas apresentações
dos alunos durante o mês, ai as
coisas foram dando certo, começamos
a tocar nos bares e estamos ai até
hoje.
Luiz:
Sendo vocês todos alunos da mesma
escola de música, eu queria saber
a experiência musical de cada um.
Rafael:
Eu comecei a tocar bateria com cerca de
15 anos, então sempre me meti em
banda no colégio, mas pra estudar,
só quando entrei aqui.
Danilo: Eu comecei a tocar guitarra com
quinze anos, foi quando ganhei minha primeira
guitarra. Sempre gostei de tocar e tal,
foi quando eu me meti na minha primeira
banda, tinha 16 anos. Passei por umas
duas ou três bandas.
Flexa: Eu acho que eu fui o mais sério
pra entrar em banda, até porque
a família não gostava e
tudo mais. Eu tive que trabalhar, e de
lá eu tirava um dinheiro pra pagar
meus estudos. Eu montei uma banda, mas
o horário não batia por
causa do trabalho, até que eu saí
e um tempo depois entrei no Tio Nelson.
Ariel: Eu sempre gostei de música,
mas dedicar mesmo foi quando entrei aqui
na escola. Fizemos uma banda que tocava
cover dos Beatles, mas não deu
muito certo. Daí eu resolvi montar
o Tio Nelson, pra tocar todo tipo de música,
não só de uma banda.
Thiago Amaral: Eu não tocava nada
[risos]! Não tinha nada,
não tocava nada...entrava de gaiato
pra ficar no meio! Eu queria tocar alguma
coisa, ai, pra começar, me deram
uma meia lua [risos]. Foi quando
eu entrei nessa banda que tocava Beatles
e decidi que tinha que aprender tocar
alguma coisa, tipo guitarra. Ai eu passei
uns 2 ou 3 anos pra aprender a tocar mesmo.
Luiz:
Quando vocês perceberam que tava
faltando algo novo na noite de Belém?
Ariel:
Quando a gente começou a tocar
na noite, só queríamos nos
desvincular de tocar um tipo de coisa.
Começamos a tocar esse tipo de
som porque a gente gosta e também
porque não ouvia tanto. Depois
de uns dois meses tocando, a galera começou
a aceitar as músicas, começamos
a conhecer outras bandas, e vimos que
o negócio ficou sério, e
hoje a gente encara não como uma
brincadeira, mas sim, como uma profissão. |
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Luiz:
Eu tava lendo o release de vocês,
e uma coisa que me chamou a atenção,
foi a respeito do nome da banda. Como
foi essa história?
Thiago:
O nome foi o seguinte. A gente tava ensaiando
com a banda aqui na escola, no estúdio,
quando entrou o Nelson, professor de guitarra
daqui. Durante o ensaio tava rolando um
papo, e o professor elogiou a gente e
tal, e perguntou o nome da banda. Nessa
hora veio na cabeça de todo mundo:
Como é o nome da banda? Um olhou
pro outro e perguntaram pro professor:
“Dá uma sugestão ai
professor!” Ele pensou um pouco
e respondeu: “E rapaz, põe
Tio Nelson ai!” [risos]
Na hora todo mundo riu, mas depois a gente
viu que não tinha nome e acabou
ficando a idéia dele até
hoje.
Luiz:
Entrando na questão do público,
como é a relação
de vocês com o pessoal que acompanha
os shows? A banda já tem um público
cativo?
Danilo:
De certa forma, eu acho que a gente tem
um diferencial aqui em Belém, que
é de tocar um tipo de rock que
nem todo mundo toca. Aqui na cidade mesmo,
não querendo menosprezar as outras
bandas, mas a maioria delas que se propõem
a tocar pop rock, tocam mais nacional,
enquanto a gente preferiu tocar outras
bandas internacionais que pouca gente
tocava. O melhor disso é que são
músicas que a gente gosta e que
todo mundo conhece. Uma vez até
um amigo chegou comigo e disse “porra,
é a primeira vez que eu vou ver
um show de pop rock onde eu conheço
todas as músicas”.
E tem outra coisa, a gente não
quer chegar num lugar, tocar e logo depois
ir embora. Até mesmo no palco,
quando a gente tá tocando, tentamos
passar um carisma pro pessoal que ta lá
embaixo. Antes que a gente via as bandas,
parecia que os caras eram deuses, intocáveis.
Enquanto a gente procura cantar, mas depois
conversar com o pessoal que gosta, se
diverte de uma forma geral.
Luiz:
Como é que surgiu essa história
do cover e tal, peruca...?
Flexa:
Rapaz. Eu nem lembro bem. Eu dei a idéia
e perguntei o que a galera achava da gente
tocar Amy Winyhouse. Só que, a
intenção não era
tocar "rehab". Porque todo mundo
conhece. Queria tocar uma coisa que a
galera conhece, mas não tanto assim.
Depois disso, veio a dúvida de
como a galera que não sacava, ia
saber de quem se tratava. Peguei uma peruca
que tinha por ai [nesse momento todo
mundo acha graça sacaneando o Flexa]...
Danilo: A gente tinha uma mania de tocar
fantasiado e tocávamos muito em
festa a fantasia. Uma vez nos fomos fantasiados
de Batgirl ai sobrou essa peruca e o Flexa
pegou. Ele tem essa mania, sabe! Ele nem
avisa nada pra gente. Ai no Mormaço,
quando a gente foi tocar a música,
ele entrou no camarim e saiu de lá
com aquilo na cabeça e foi uma
surpresa pra gente.
Flexa: Quando eu comecei a usar a peruca,
veio aquele negócio do cigarro,
bebida...
Danilo: Uma vez a gente foi tocar no Relicário,
e deixamos a peruca no chão, próximo
da bateria. Tinha uma pessoa sentada perto
do palco, que ficou olhando pra ele e
tal, quando a gente anunciou “Amy
Winihouse...”, deu pra ver benzinho
a mulher falando pro cara do lado “me
disseram que ele imita igualzinho...”.[risos
geral, inclusive o entrevistador e o fotógrafo]. |

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Luiz:
Já aconteceu algo inusitado durante
os shows, tipo alguém invadir o
palco, cair no chão, quebrar...etc?
Flexa:
Toda vez acontece algo fora do comum.
Tem várias pessoas que já
subiram no palco bêbadas pra querer
cantar, abraçar e tocar...
Thiago: Teve uma mulher num show que subia
no palco toda hora pra agarrar o Flexa.
Mas era toda hora mesmo, que já
tava ficando chato, além de atrapalhar
ele que tava cantando.
Rafael: Uma vez eu olhei pro Amaral, ele
tava querendo girar a guitarra, igual
esses guitarristas famosos, que jogam
o instrumento e ela dá uma volta
e para certinho, mas ele esqueceu que
isso se faz quando a guitarra não
tem cabo [risos], e a guitarra
deu uma porrada no chão que quase
quebra no meio.
Flexa: Uma vez no café com arte,
eu tinha visto na TV o pessoal se jogar
na parede e tal, ai me deu vontade de
fazer. Quando fiz, o microfone deu na
minha boca e começou a escorrer
sangue pra todo lado, foi uma loucura
só!
Luiz:
Vocês bebem antes de tocar?
Flexa: Não, não. Depois
de um open bar aí...[risos
de toda banda]
Rafael: A gente decidiu que casa que nós
tocamos, não bebemos, só
depois do show quem quiser, porque acaba
criando um tipo de problema pra gente.
Quer se divertir, vai pra outra casa,
espera acabar o show e sai pra outro lugar.
De certa forma isso é um trabalho!
Depois desse open bar, que a pessoa subiu
no palco chapado e tudo mais, resolvemos
não misturar trabalho com bebida
Amaral: Também, eu acho que os
únicos que bebem da banda são
o Flexa e o Ariel, o resto não...
Danilo: Depois de um tempo a gente começou
a ganhar um caráter mais profissional.
Antes a gente tocava muito na brincadeira.
Agora já temos um público
que sempre vai assistir a gente, então
nós temos medo de chegar no lugar
e decepcioná-los. Tem gente que
vem de longe pra ver o show e vai embora.
Ainda nos divertimos muito nos shows,
mas agora aprendemos respeitamos mais
o nosso público.
Luiz:
Como é a relação
de vocês com as músicas autorais?
Eu fiquei sabendo que a banda tem planos
de lançar um material próprio...
Rafael:
Quanto a isso ai, a gente teve um ponto
alto na nossa carreira, creio eu em minha
opinião, que foi o Festival da
Assembléia, que sem pretensão
nenhuma, o Amaral chegava em cima da hora
com a música pra entregar, enquanto
as outras bandas estavam todas preparadas
pra tocar, músicas bem ensaiadas.
Quando chegamos lá, tinha tanta
gente de nome conhecido na cidade, caras
que admiramos de pequeno.
Danilo: Quando viram a gente pensaram
assim: “olha esse bando de muleque!”...[risos]
Amaral: A gente chegou, tocou, e o pessoal
elogiou bastante. Chegamos atrasados em
cima da hora, e acabou que não
passamos, mas só o fato de chegar
lá e o pessoal vim dizer que gostou
muito, já foi uma experiência
muito boa. Sem contar que foi por bem
pouco que não entramos!
Flexa: Quanto ao CD, nós temos
duas músicas gravadas, uma chama
“filme pornô”, que foi
a canção do Festival da
Assembléia, e estamos divulgando,
no Orkut e My Space. E pretendemos, entre
dezembro e janeiro, acelerar esse processo.
Vamos ter a produção do
Nelson Torres e a gravação
vai ser aqui na AM&T.
Luiz:
Vocês têm alguma previsão
mais direta?
Rafael: Rapaz, vai ser em 2009!
Luiz:
Como é que vai ficar a mistura
das músicas autorais com o cover?
Danilo: A gente imaginava assim: aqui
em Belém é muito difícil
uma banda chegar num lugar e fazer um
show todo autoral, poucas conseguem, a
não ser nesses festivais, que a
galera vai pra isso! Se a gente chega
ao bar “tal”, e meter um show
todo autoral, a galera vai reclamar, porque
a galera que freqüenta esse lugar
não tem o costume com esses tipos
de show. Então, a nossa proposta
é tocar a música que a gente
gosta, pegar o respeito da galera e depois
sim tocar as nossas músicas, porque
o pessoal vai dar o espaço pra
gente, já que nós criamos
uma amizade com esse público. Porque
tirando isso, parece que rola uma “panelinha”
entre muitas bandas, e isso a gente não
curte.
Luiz:
Que lugares vocês já tocaram
aqui em Belém, ou mesmo fora da
cidade?
Rafael:
Cara, nós já tocamos em
quase todos os lugares aqui em Belém,
tipo, lugares que o público que
freqüenta a noite geralmente vai.
Canguru Grill, Pimenta Café, Santa
Fé, Café com Arte, Mormaço,
que nós já mantemos uma
relação bem forte, Relicário,
Assembléia, Golden Palace, Templários,
Duth Bar...Também tocamos muito
em casamentos, formaturas, Funeral e etc.[risos
da banda] |
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Nei:
O repertório é sempre o
mesmo?
Danilo:
O nosso ponto forte é o pop rock,
mas a gente procura entrar no clima da
galera que ta no evento. Caso a gente
tenha que tocar algo mais leve, a gente
toca!
Rafael: Quando a gente vai pra um bar,
o nosso repertório é mais
pop, que é a preferência
da maioria, mas quando o assunto é
Mormaço ou Café com Arte,
ai o nosso som fica mais pesado pra agradar
o público de lá.
Luiz:
Pra finalizar, quais são os planos
imediatos da banda pro ano que vem?
Rafael:
O primeiro plano é tirar o CD do
papel. Após isso, nos vamos tocar
os outros planos. Vamos trabalhar na divulgação
do CD pro nosso público. Queremos
também planejar apresentações
fora de Belém, conhecer outros
lugares através da nossa música.
Danilo: Uma das coisas que a gente quer
muito é realmente mostrar a banda
Tio Nelson pra todo mundo. Isso pra gente
é muito importante porque dá
um retorno do nosso trabalho. É
muito gratificante alguém chegar
pra gente e dizer que já conhece
o Tio Nelson e gosta do nosso som.
Luiz:
Tem mais alguma surpresa pra galera, tipo
novas performances a la Amy Winehouse?
Danilo:
Isso ai é uma coisa que acontece
do nada...
Thiago: A gente já tem uma idéia
ai, em breve a galera vai ficar sabendo!
Luiz: O que vocês podem dizer nesse
momento para os fãs?
Danilo:
Só posso dizer que eles não
vão se livrar da gente tão
cedo! [risos de todos na sala]. A
gente vai trabalhar bastante pra chegar
cada vez mais ao nosso público
e mostrar o que o Tio Nelson tem. Valeu
o apoio de todo mundo que esteve com a
gente nesses dois anos e meio. Quando
a gente quando passa uma semana sem tocar,
já dá uma coceira e a galera
começa a sentir falta de subir
no palco. [nesse momento ele rir sozinho]
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