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Banda Marinheiros do Forró
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Dando continuidade
a seção "Entrevistando",
o site Baladasvip.net traz mais uma entrevista
descolada com a galera que faz e acontece
na noite de Belém. Desta vez, o
nosso convidado foi a banda Marinheiros
do Forró, que bateu um papo super
descontraído com a galera do site.
Para todos os fãs da banda, esta
é uma pequena oportunidade de descobrir
um pouco mais sobre a intimidade dos músicos,
os planos da bandas, histórias
de bastidores e inúmeras curiosidades.
Luiz
– Todos nós sabemos que o
ritmo predominante no Pará é
o Brega, o que levou vocês a criarem
uma banda de Forró?
Gerllany
– Nós não temos nenhum
tipo de problema com nosso ritmo regional,
nosso brega, nosso calypso. Ao contrário!
Respeitamos muito e gostamos também.
Mas acho que o nosso Pará é
um estado muito rico e diversificado e
tem espaço pra tudo. Creio que
seja por isso que atrai tantos turistas,
pois o lugar se adapta fácil a
qualquer tipo de pessoa com estilo e preferências
diferentes. E acreditamos que o momento
é bastante propício pra
o forró, pois é um ritmo
que está crescendo muito, tanto
no estado quanto no Brasil inteiro.
Handrews
– Vontade de aprender coisas novas
e vi que o forró tinha mais minha
cara!
Luiz – Contem um pouco
da carreira musical de cada um.
Gerllany - Bom, eu sou filha de cantor
e cresci vendo meu pai fazendo isso. Corria
pela casa pequenininha no meio dos fios
dos instrumentos enquanto meu pai ensaiava
com a banda. Eu adorava aquilo tudo, tanto
que mesmo sendo criança, não
dormia nem chorava quando ia aos shows
dele. Passava a madrugada inteira acordada
como se fosse adulto. Minha primeira experiência
foi aos 15 anos, quando tomei coragem
de cantar em público no dia do
meu baile de aniversário. Meu pai
ficou estático e todos ao redor
dele faziam piadas... rs, tipo: “Olha
só, puxou a você hein!!!”
(risos). Depois disso não parei
mais, fui convidada para participar de
bandas e só hoje graças
ao convite de Handrews temos nosso próprio
trabalho, e estou muito feliz mesmo!
Handrews - Certo vamos lá! Tudo
começou depois de um problema que
tive quando jogava futebol. Eu era atleta
do clube do Remo quando um problema no
joelho esquerdo me afastou dos campos.
Entrei na música meio sem saber
o que estava fazendo, mas peguei gosto
pela coisa e me certifiquei que se quisesse
mesmo investir naquilo, teria de estudar
bastante para aprender sobre o que estava
me propondo a fazer. Foi, e é muito
difícil, só Deus sabe como.
Montamos o “kizuêra”,
uma banda de Axé. Com ela rodamos
todo o Pará e tocamos até
fora do estado. Isso me trouxe muita experiência.
Mas chegou certo ponto que eu quis aprender
outras coisas. Mas as pessoas que estavam
comigo não pensavam da mesma forma
aí tive que seguir sozinho. Apenas
um deles veio comigo e me acompanha até
hoje, meu baixista Alex.
Agradeço a Deus e a minha família
por tudo que passei e estou passando.
Hoje posso dizer que sei o quanto Deus
é grande!
AAAAAAAAAAA... tem o meu pé de
coelho hehehe gerllany vlw branca!
Luiz
- A idéia de chamar o grupo de
“marinheiros” veio de onde?
Gerllany - Isso veio do nosso empresário
que é pai de Handrews, o vocalista.
Isso ele conta melhor, fala aí
Handrews...
Handrews – você tem q perguntar
pro Laredo foi ideia dele! LAREDÃO
O PENSANTE!
Luiz
– Qual é a formação
da banda?
Handrews – Eu, gerllany, Laredo,
D. Aguida, Júnior Laredo, e mais
9 integrantes entre músicos e dançarinas! |
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Luiz
– Vocês acham que o momento
atual é o melhor para quem participa
do forró, seja como fã ou
artista?
Gerllany – Com certeza! Em minha
opinião esse é o melhor
momento. O ritmo tem crescido muito repentinamente
e não parou mais. Está conquistando
o Brasil e mundo.
Handrews – Não! O momento
está e sempre foi melhor pra quem
tem boas idéias e pra quem é
original .. como eu sempre digo de uma
simples idéia você muda sua
vida... boa sorte pra você..
Luiz
– E as produções musicais
de Belém, no que diz respeito a
quantidade e qualidade de shows? O público
forrozeiro tem hoje lugar reservado na
noite?
Gerllany
– Ah sim! Antes de tudo nos perguntamos
se o Pará tem público de
forró, não é verdade?
E por incrível que pareça
é um público bem significativo.
Tem as comitivas que são apaixonadas
por forró e o restante do público
que não participa de comitivas,
mas também gosta. Então
devido à massa, o forró
hoje em Belém procura sempre estar
atualizado para agradar essa demanda de
admiradores.
Handrews
– Lugar tem pra forró, pagode
atc..
Basta você ser bom no que faz ou
tentar ser, e ter respeito com seu publico!
Luiz
– Qual é a rotina diária
do Marinheiros do Forró?
Gerllany – Handrews costuma dizer
que aqui é 24h na ativa (risos).
Mas é verdade, a gente procura
trabalhar bastante pra que o suor possa
valer muito a pena mais a frente.
Handrews
– isso msm 24h
Luiz
– Já houve situações
inesperadas no palco? Invasões
de palco, tombos ou qualquer tipo de imprevisto?
Gerllany – (RISOS)... Ah já
sim! Mas quero deixar claro que a pessoa
não teve culpa alguma, ele fez
com a melhor das intenções!
Foi em um show durante o carnaval lá
na Cidade de Tailândia. Enquanto
eu cantava, as pessoas jogavam camisas,
bonés e outras coisas para que
eu beijasse e jogasse de volta pra eles.
Foi quando a aba de um desses bonés
pegou bem no meu olho! Nossa, e eu tive
que continuar cantando e sorrindo, claro,
eu não queria constranger meu público
fazendo ele perceber que tinha me machucado,
mesmo por que, foi sem querer. Daí
olha só como fiquei toda desconsertada
ali em cima, mas graças a Deus
consegui terminar a música normalmente
e fui pra o camarim colocar gelo. Hehehe!
Handrews
– sim, uma doida mostrando tudo
pra galera, kkkk, tudo mesmo!
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Luiz
– Como funciona a questão
do assédio entre os fãs?
Pra quem não sabe, os vocalistas
são noivos!
Gerllany – Hehehe... todo mundo
me pergunta isso. Mas olha, graças
a Deus é tranquilíssimo.
A gente se respeita muito e acho que isso
é o mais importante. Nós
somos profissionais e devemos essa atenção
a quem nos admira isso é lógico,
claro que dentro do limite! hehe, Nosso
acordo é que em cima do palco somos
“os vocalistas dos Marinheiros do
Forró”, ao descer somos noivos.
E assim somos felizes. (risos).
Handrews – levamos na moral, hehehe,
ela já falou tudo.
Luiz
– O que o público pede mais
durante os shows?
Gerllany – As vezes pra tocar mais
5.
Handrews – Pra gente não
parar de tocar.
Luiz
– Por quantos lugares a banda já
se apresentou?
Gerllany – Olha, a banda é
um bebezinho que acabou de completar seu
1º aninho. Mas graças a Deus
já passou por quase todas as casas
de shows de Belém e alguns interiores.
Handrews – agora você me pegou
... hehehe.
Luiz – Há concorrência
pesada entre as bandas de Belém?
Gerllany
– eu não gosto da palavra
“concorrência”, prefiro
chamar de diversidade. Mas na minha concepção
de vida, concorrência não
é sinônimo de rivalidade,
isso pra mim basta.
Handrews – pra mim não, o
que é do homem o bicho não
come..
Luiz
– O que uma banda como o Marinheiros
do Forró precisa para se destacar
na noite?
Gerllany
– Acho que acima de tudo, tanto
Marinheiros quanto qualquer outra banda
precisa ter é “respeito pelo
público”. Isso abre um leque
de critérios a serem impostos,
tanto a respeito da produção,
quanto na atenção dos integrantes
para com o público. E o Marinheiros
procura se encaixar nisso aí.
Handrews – trabalhar direito!
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Luiz
– Belém virou uma cidade
de muitos gostos, e só você
andar pela noite, que com certeza irá
encontrar vários estilos musicais.
O Marinheiros é centrado especificamente
no forró. Essa “moda”
pode prejudicar em algum momento tanto
o próprio forró, como o
brega ou o pagode?
Gerllany – Acho que
não! Como eu já citei anteriormente,
o Pará é rico pela sua diversidade.
Justamente para agradar todos os gostos.
Acho que tem lugar pra todo mundo.
Handrews – enfim, como ela diz tem
lugar pra todos!
Luiz
– Quais são os planos daqui
pra frente?
Gerllany – Aff! São tantos...
claro que sempre sonhando alto. Isso é
uma característica nossa: Sonhar
grande, sempre à frente. Mas como
DEUS diz na bíblia: “Filho,
apenas pregue, sou Eu quem executa a obra!”.
Eu sonho, almejo, mas só quem pode
executar mesmo é o nosso Pai, então
deixo nas mãos dele.
Handrews – são tantas as
vontades do homem mas no fim prevalece
a vontade de Deus!
Então deixo tudo na mão
dele.
Luiz
– Acima de tudo o Marinheiros do
Forró é...?
Gerllany – Temente a DEUS!
Handrews – isso mesmo branca.
Luiz
– Algum recado para os fãs?
Gerllany
– Eu só tenho a dizer um
bem alto e bem forte: MUITO OBRIGADA!
Por tudo, por que sem vocês não
somos nada! E que continuem indo aos nossos
shows e nos fazendo assim tão felizes.
Hehehhee... Obrigada!
Handrews
– Obrigado.
Equipe
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