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A Black Music nunca foi um ritmo predominante
na cena nacional, porém, adeptos
do estilo não faltam. É
cada vez mais comum encontrar casas
de show com repertório adaptado
para os fãs de Jorge Ben, Tim
Maia, Seu Jorge e outros grandes nomes
do gênero. Em Belém, o
movimento Black Music tem conquistado
cada vez mais adeptos e garantindo seu
espaço na cena alternativa. Dentro
dessa perspectiva, o projeto Farofa
Black, criado pelo músico e compositor
Renato Rosas há quatro anos,
veio para movimentar e mostrar de uma
vez por todas a força e a influência
da musica negra, partindo da idéia
de que a influência afro-descendente
não está só na
colonização, mas sim em
todas as formas de arte. O Farofa Black
é um grupo baseado na temática
da Black Music, mas também mistura
outros ritmos da música pop,
além, é claro, de estilos
regionais, como o Carimbó e Brega,
e outros ritmos dançantes, como
o Reggae, Samba, Rock e etc. Com a força
de uma super banda, o grupo segue na
estrada, se apresentando em diversas
casas de show, além de casamentos,
aniversários e formaturas. Nesta
entrevista exclusiva, o site BALADASVIP.NET
traz para você uma entrevista
completa com a banda FAROFA BLACK.
1 – O projeto Farofa
Black já conta com mais de quatro
anos de estrada. De onde partiu a idéia
e a necessidade de criar um grupo voltado
para o público que sempre curtiu
a música negra?
R.: O mundo inteiro entra em consenso
hoje de que, os grandes nomes que influenciaram
muitas gerações através
da música, são da black
music. Porém estamos nos referindo
não apenas ao funk e ao soul,
mas ao reggae, hip-hop, raga e as pessoas
que pesquisam e estudam música
com boas referências. Podemos
citar alguns como B.B. King, Wes Montgomery,
Tower Of Power, James Brown, Michael
Jackson, Jamiroquai, Jorge Bem, Tim
Maia, Black Rio, Gerson King Combo,
etc...dentre outros que têm um
arquivo maravilhoso de obras que estão
o tempo todo influenciando ou dando
surgimento a novas tendências
e novas produções, pois
são pura criação
autêntica e não meramente
releituras como vemos hoje em dia, ou
seja a black music é um estilo
que serve de base para os outros e sempre
vai ser bom tocar em boates, pubs, bares,
etc...
2 – Foi feito algum tipo
de pesquisa na cena local para se chegar
há uma conclusão sobre
a necessidade de uma banda focada no
estilo ou sempre foi um sonho particular?
R.: Além da pesquisa local,
nós observamos o black como uma
tendência que cresce mundialmente
e não apenas local. O samba hoje
sofre forte influência na interpretação
e nos arranjos. Porém sabemos
que a noite de Belém nunca teve
uma banda de Black como se tem nos grandes
centros culturais do Brasil e do mundo,
uma banda com metais, com boas performances
com aquele “felling de show”
vibrante do início ao fim, com
solos virtuosos e vocais bem colocados.
Black é um estilo de vida, assim
como brega é um estilo de vida,
o forró, sertanejo, o rock in
roll, samba também, etc, que
todos devemos respeitar como liberdade
de expressão. Por isso colocamos
o nome de Farofa Black pela abordagem
ampla de repertório para o público
que nós temos em Belém.
3 – O projeto conta com
músicos bastante experientes
da noite. Qual é a formação
musical dos integrantes e seus trabalhos
anteriores?
R.: A maioria dos músicos são
autodidatas com estudo particular e/ou
experiência tocando na noite de
Belém.
- Bateria: Anderson Barros –
Akerê, Mocotó Eletrico,
Making Of, Amazon Java, Jeito Inocente,
etc...
- Contrabaixo: Maykon Costa –
Consagrasamba, Amazon Java, Carimbó
Muiraquitã, etc...
- Teclados – Orêncio Jr
– Banda Orlando Pereira.
- Trumpete – Eliseu Cordeiro
– Professor Conservatório
Carlos Gomes e músico da Amazônia
jazz Band.
- Sax – Alexandre Pinheiro –
Professor Conservatório Carlos
Gomes e músico da Amazônia
Jazz Band.
- Voz masculina - Renato Rosas –
Bongury, Kaymakan, Amazon Java, etc...
- Voz Feminina – Carol Bambolê
– iniciou-se como cantora na Farofa
Black.
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4 – Além do público
bastante emergente, o número de
casas dedicadas ao movimento Black têm
acompanhado essa nova demanda?
R.:
Começamos o movimento no Boteco
São Matheus em 2008, com a noite
da Farofa Black, onde todas as quintas
eram maravilhosas. Hoje vemos várias
festas em boates e pubs com arte black
o nome black no meio, porém na
prática, sem muita identidade com
o estilo e sem pesquisa musical alguma.
Percebemos que o que iniciamos com a ajuda
do André Godinho do São
Matheus foi uma centelha para possível
explosão do movimento que almejamos
ocorrer brevemente na cidade.
5
– Tirando os shows e eventos particulares,
o Farofa Black conta com uma força
especial, a vocalista Carolina Palmeira
apresenta um programa na emissora MTV
Belém. De que forma essa mídia
pode ajudar o grupo e a cena em geral?
R.:
A mídia sempre foi uma força
na carreira de qualquer banda, ainda mais
sendo atrelada a pessoas com um brilho
superior, como é o caso da Bambolê.
Além estudar canto, ela sempre
quis cantar conosco, a Farofa Black é
a primeira banda dela, ou seja, a nossa
experiência musical com a voz e
o incrível carisma que ela tem,
faz da Farofa Black uma banda muito amada
por todos que já assistiram, e
cada vez mais cresce o nosso número
de fãs devido a tudo que a banda
vem agregando com música, carisma,
mídia e estilo.
6
– O que mais o público pede
nas apresentações?
R.:
A Farofa Black tem uma característica
peculiar em saber transformar uma noite
de tédio, numa noite de pura diversão,
pois nós passeamos por vários
estilos em nosso show e sempre as pessoas
nos pedem isso, fazer da versatilidade
dos músicos a versatilidade da
noite das pessoas que merecem o melhor
de nós.
7
– o que o público pode esperar
nas apresentações do Farofa
Black?
R.:
Genialidade nos arranjos, versões
de canções esquecidas, o
“lado B” de alguns álbuns
de black (Amy Winehouse, Jamiroquai, Tower
of power, etc...), irreverências
por parte dos vocalistas, uma sessão
de positive vibration com o autêntico
reggae music e uma pitada de bagaceira
que é extremamente necessária
nas noites de Belém.
8
– Como é a relação
entre o grupo e os fãs? Já
existe uma cumplicidade entre as partes?
R.:
Sim, temos nosso público graças
a deus, devido a isso fazemos muitos shows
particulares no formato acústico
e quando temos uma temporada fixa os amigos
comparecem e ajudam a fomentar o trabalho
da banda.
9
– Todo show, por ser ao vivo, exige
uma preocupação para que
nada dê errado, mas é praticamente
impossível uma banda não
passar por saias-justas. Já aconteceu
algum imprevisto na hora do show, tanto
por parte da banda quanto do público?
R.:
Já sim, certa vez o microfone deu
choque e grudou na boca da Carol, até
sangrou e infelizmente nós tivemos
que parar o show. Outra vez o nosso ex-tecladista
no momento que eu o anunciava para fazer
um solo, ele que estava tocando sentado,
teve a sua cadeira quebrada devido o excesso
de peso, porém todo mundo ficou
vermelho, mas não sorriu. |

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10
– Nesses quatro anos de estrada,
o Farofa Black já se apresentou
por quantos lugares?
R.:
Nossa primeira formação
foi como um projeto dentro da banda Amazon
Java, sem a Carol e sem teclado. Nosso
primeiro show foi no Pub Templários,
tendo o nome idealizado pelo gerente do
pub, Marquinho Resedá, que deu
o nome a banda e fixou uma temporada.
No outro ano recebemos proposta do pub
São Matheus onde a banda deu um
“boom” de público e
finalmente no Favela Bar e Restaurante
que concretizamos a entrada da Carol e
do tecladista Orêncio, realizando
em 2010 uma temporada no Relicário
bar, Além de inúmeras formaturas,
casamentos durante esse período.
11
– Qual é o cotidiano dos
integrantes do grupo? Existem projetos
paralelos?
R.:
Todos estudam ou tem outra atividade paralela,
seja com a música ou com outra
formação profissiaonal.
Ex.: Anderson – Contador e Vendedor
da Honda, Carol – Publicitária,
Jornalista e Apresentadora, Renato –
Biomédico e Cantor solo, Orêncio
– processador de dados, etc...
12
- Existem composições próprias
sendo trabalhadas junto ao repertório?
R.:
Sim, músicas de autoria de Renato
Rosas: - Nomade Urbano I(Renato), Hoje
eu vou dançar (Carol), Seu brigadeiro
(Renato e Carol), dentre outras. Pretendemos
lançar algo na rádio em
2010.
13
– O grupo tem planos para gravação
de disco?
R.:
Aprovamos o projeto para gravação
do nosso DVD pela lei Semear no valor
de 70 mil, e estamos em busca da verba
de patrocínio através da
isenção de impostos garantidos
por esta lei governamental. Com a concretização
do patrocínio, gravaremos no Teatro
Waldemar Henrique no período do
Círio.
14
– Quais os planos para 2010?
R.:
Fazer formaturas, casamentos e eventos
em geral e produzir músicas autorais
de qualidade, pois queremos consolidar
o trabalho da banda e viajar pelo país
com um disco bem feito, e quem sabe participar
de alguns festivais no sul e sudeste.
15
– Deixe uma mensagem para os admiradores
do Farofa Black
R.:
Amigos, Bambofesteiros, e fãs declarados,
que o nosso amor seja eterno e mútuo
para sempre e que Nossa Senhora de Narazé
nos abençoe no caminho do DVD.
Fiquem com Deus.
Equipe
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