Arquivo de abril de 2010

Custa tornar Belém menos Duciomar?

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Reproduzido originalmente do Blog Espaço Aberto, uma das grandes fontes deste post.

———————

 

Tudo muito bom, tudo muito bem.

Todos sabem que Duciomar, o Costa, Duciomar Costa, o huno que nos (des)governa, é o pior gestor que Belém já teve.

Todos sabem disso.

E ninguém é capaz de contestar isso.

Nem Duciomar.

Pois bem.

Ainda assim, apesar de Duciomar, custa dar uma forcinha para que Belém fique menos suja, menos abandonada, menos bagunçada, menos desprezada?

Custa dar uma forcinha, enfim, para que Belém fique, digamos, menos Duciomar?

Olhem a foto acima.

Foi manda pelo leitor Felipe Bordalo para o blog.

Mostra um carroceiro despejando lixo.

Em plena Governador José Malcher.

Que coisa!

E não é apenas o carroceiro, não.

Assim como ele, doutores de todas as catigurias também ajudam a emporcalhar Belém.

Melhor para Duciomar.

Se muitos dão uma forcinha para que Belém fique mais bagunçada, fique mais desprezada, fique mais imunda e fique uma Belém mais Duciomar, então Sua Excelência poderá dizer.

- Mas não sou. Não é comigo.Vocês é que fazem isso.

Putz!

http://blogdoespacoaberto.blogspot.com/

Governo “Gente boa”?

quinta-feira, 8 de abril de 2010

Como se sabe, na história das eleições foram muitos os casos de empresários que se envolveram em política, uns com sucesso e outros ficaram apenas na lembrança eleitoral sem um pingo de prestígio. No Pará os exemplos são vários, e existe uma grande expectativa em cima de um nome que pode dar um novo fôlego nas novas gerações políticas (só política, pois empresarialmente falando é um velho nome de guerra). Trata-se do empresário Fernando Yamada, Vice-presidente e principal herdeiro de um dos maiores grupos empresariais do Estado. Yamada tem ótimo relacionamento no meio empresarial e livre trânsito no meio político. Seu prestígio alcança vários setores da economia paraense, mas foi cogitado num período em que grandes caciques estão entrando no páreo, o que pode ser um indício de grande fracasso.

Faltam pouco mais de 6 meses para as eleições e o cenário eleitoral começa a se desenhar. O PT nem precisa dizer: voltará com a governadora Ana Júlia tentando a reeleição; o PSDB, maior rival, trará de volta o ex-governador Simão Jatene, que teve de combater incansavelmente as investidas do tucano-mor, Almir Gabriel. A grande dúvida ainda é se o Deputado Federal Jader Barbalho vai ou não sair canditado, já que fontes garantem a dúvida do deputado; uma possível candidatura nessas aulturas do campeonato poderia o consagrar definitivamente ou afundar para sempre o nome de Jader no topo da esfera política (pelo menos na prática, porque na teoria não é bem assim que funciona). O PTB de Duciomar Costa soltou a possível candidatura de Yamada e não foi muito bem recebido. O Bloco formado por PTB/PR parece estar em conflito, visto que Anivaldo Vale ameaçou se lançar candidato e Duciomar não poderia ficar parado, daí a suposta explicação para o anúncio.

Os maiores cenários políticos estão desenhados tardiamente, não por conveniência, mas sim porque todos sabem que as disputas internas são o maior obstáculo para as decisões, isso acaba dando tempo para as partes e para que o povo pense qual será a melhor via. Caso o PMDB não venha com candidatura própria, espera-se tudo: tanto uma aliança com o PT, quanto até mesmo com o PSDB, que o derrubou na última tentativa de Jader de alcançar o governo, mas como dizia o mestre Antônio Carlos Magahães “na política o seu inimigo é o último que lhe fez a maldade”, portanto, mágoas supéradas, Jader está pronto para mais uma batalha, como sempre do lado de quem lhe oferecer mais.

Caso Fernando Yamada realmente venha para o governo, seu prestígio pessoal certamente vai sofrer um forte abalo, mas nada que danifique sua sólida estrutura familiar erguida há 60 anos. Neto do fundador do grupo, Yioshio Yamada e filho do atual presidente, Junishiro Yamada, Fernando despontou como grande excutivo da família ao assumir grandes responsabilidades internas, elevar absurdamente o lucro da empresa e transitar no meio empresarial do Estado com muita desenvoltura. Pela segunda vez, não consecutiva, preside a Aspas – Associação Paraense de Supermercados, e é conhecido pelo estilo competente e aguerrido, mas na política poderia não ter todas essas virtudes, já que o jogo de ataques da oposição certamente levaria à tona detalhes de sua prisão durante a operação “Farol da Colina”, que levou para a cadeia o empresário e vários outros acusados de remessa ilegal para o exterior. Na época, em 2004, logo após a prisão de Yamada, toda a classe empresarial repudiou o ato e soltou notas em desagravo. Se for mesmo “meter a cara”, Fernando Yamada terá muito trabalho e dor de cabeça pela frente, pois além do episódio de sua prisão, existem inúmeros boatos que dão conta de uma suposta briga de egos entre os acionistas da empresa, e na esteira principal estariam disputando Fernando e Hiroshi Yamada, segundo filho de Yioshio e Diretor Comercial, do grupo, além claro, da recente crise desencadeada dentro da Aspas, com a saída do grupo Líder.

Problemas à parte, se sairá candidato ou não, Fernando Yamada terá que pensar com muita calma, pois o âmbito empresarial já lhe traz muitos benefícios, e se optar pela política pode ver muito desse prestígio ruir de forma incontrolável. Os opositores irão gostar com certeza. Mas como todo membro da família oriental é conhecido pela sutileza e calma, é capaz de realmente ser só uma pequena empolgação, até porque os conhecedores do círculo político paraense acreditam que uma candidatura desse nível não teria chance e Fernando não entraria numa disputa  sabendo que iria perder, típico de todo grande empresário. Apesar de ter 1,5 milhões de clientes, as chances de receber um voto desse público é mínima, pois os grandes políticos já trabalham o terreno há tempos e nao é facilmente que vão perder para alguém conhecido estritamente no meio empresarial. Vamos ver se realmente o slogan “gente boa” serve também para o patrão.