Arquivo de janeiro de 2010

Ritmo paraense prestes a entrar na galeria do “Já teve”

quinta-feira, 28 de janeiro de 2010

Um dos propósitos que me fez criar este espaço foi poder reproduzir as discussões que rolam na maior rede de relacionamento virtual do Brasil, o polêmico Orkut. Muitas pessoas não suportam o fato dele fazer tanto sucesso, e acham que é coisa de adolescente, desocupado, fofoqueiro ou algo assim. Porém, quem pensa dessa forma está redondamente enganado. O Orkut reúne muitos debates, assuntos interessantes, comunidades de temas polêmicos, pessoas esclarecidas e muito mais, não apenas adolescentes que postam fotos com a língua para fora em frente ao espelho.

Uma das comunidades que vai nutrir o conteúdo deste blog é a “Belém”, com cerca de 70 mil membros. Nela, todos os dias, dezenas de pessoas se degladiam à cerca de temas do interesse coletivo da cidade. Existem regras fundamentais para se manter a ordem e o respeito entre os “comunitários”. Não são permitidos assuntos de nenhuma utilidade pública, e os poucos que são, devem conter alguma relevância nacional ou internacional, nada de tolices pré-adolescentes. Geralmente, as manchetes dos jornais locais vão parar na rede, nutrindo discussões calorosas, mas sempre mantendo respeito mútuo.

Um desses temas abordado na comunidade, foi o fato de que, um grupo musical do Nordeste, a Banda “Djavú”, estar tocando o nosso Tecnobrega, simplesmente divulgando como se fosse uma espécie de “Calypso melhorado”, pelo produtor musical Roni Brasil. A banda tem feito enorme sucesso em toda região nordeste, levando verdadeiras multidões aos seus shows, até mesmo se apresentando em programas de auditório de grandes emissoras, como o Programa do Ratinho, Geraldo Brasil e Netinho. O mais engraçado de tudo, é que as músicas cantadas pela banda, são na verdade de outro grupo, este paraense, trata-se da Banda Ravelly.

Aqui vão algumas das opiniões lançadas no tópico de discussão sobre a polêmica:

Zeck>SAIRÉ

“Uma banda nordestina “DJAVU” em evidência na mídia brasileira atualmente com O ritmo paraense TecnoBrega, ao se apresentarem nos programas de grande audiência anunciam que seu ritmo é FORRÓ, e nem se quer anunciam que o ritmo foi criado no Estado do Pará, especificamente na capital Belém.

O Ritmo popular tecnobrega foi criado em Belém no inicio de 2000, e tocado em todas as rádio e festa da Amazônia e em parte do nordeste. também apresentado em alguns programas televisivos como Pânico, Ratinho e Domingo legal e outros.”

Arnaldo

“Roubam mais uma coisa da gente, e tem que ficar parado…já me basta o beto barbosa que Morou aqui no canal do acampamento e disse na Hebe que é Cearense…

Depois tem gente que sente Vergonha quando a Joelma leva o Pará aonde ninguem nunca foi…não que sejamos obrigados a aceitar, mas enquanto a gente ter vergonha da própria cultura, vão continuar a fazer isso sim…

Galicismo a berrar nos desertos de América…….”

Filipe

“Lixo.

vai fazer falta nenhuma”

Fonte: http://www.orkut.com.br/Main#CommMsgs?cmm=9098&tid=5379190467999135003&na=1&nst=1

Como vocês podem ver, nem todo mundo aprova o que está sendo feito por essa banda de “forró”, “calypso melhorado” ou sei lá o quê!

A maior preocupação é que nosso ritmo seja incorporado a outras culturas, como várias coisas do nosso Pará acabaram por ir embora ou foram seriamente ameaçadas. Exemplos não faltam, e só para ficar nos últimos, temos o Açai e Cupuaçu, disputados com empresas japoneses que queriam a patente das nossas frutas. Realmente se isso acontecer, algumas pessoas vão até agradecer, haja visto que, o tecnobrega não agrada grande parte da população, mas se for visto como música popular de grande apelo, atrai a admiração e o verdadeiro fanatismo de grande parcela da capital. Polêmicas à parte, sendo “curtido” ou não, o mais importante é que a nossa música não seja mais uma a entrar naquela triste galeria que atormenta os paraenses, a galeria do “Já teve”.

Estudos e afins…

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Há pelo menos dez anos era um tanto difícil, apenas um sonho, você compartilhar mensagens via internet de forma instantânea. Praticamente ninguem tinha este tipo de pretensão, apenas sabia que as coisas evoluiam, mas nada pretencioso, na grande maioria dos casos. Alguns mais atentos certamente imaginariam, mas nada tão excêntico e cotidiano como hoje.

Passado os anos, é cada vez mais difícil conhecer alguem que não saiba usar algum tipo de ferramente virtual, tal como os viciantes Orkut e Twitter, adotados pela população brasileira de forma agressiva, fazendo com que o país seja o que mais agrega adeptos dessas duas redes. Simplesmente fantástico para uma nação até pouco tempo desacreditada no mercado internnacional e membro do chamado “Terceiro mundo”.

Mais adiante, a maneira de se ensinar também passou por modificações que conseguem agrupar um número maior de alunos e levar educação aos lugares mais longínquos, onde jamais pensaria existir educação técnica e superior. Um exemplo claro é o site Aprendiz, ultilizado pelos alunos da Universidade da Amazônia, que possibilita ao acadêmico assistir as aulas e ter acesso aos materiais aonde estiver, bastando para isso um sinal de internet e claro, um computador ou notbook!

O portal de ensino reúne cerca de 300 pessoas diariamente, aptas a assistirem aulas, ter acesso aos conteúdos programáticos da instituição, e de quebra, ainda serve de ponte para uma paquera, um fica, um namoro ou qualquer relação extra-colegial. São muitos os alunos frequentadores do site, que é o grande diferencial da Unama em relação a outras faculdades. Além de ensino, oferece também descontração e estimula as relações sociais.

Uma síntese muito interessante pode ser lida no site Escribavirtual, que tratou com muita precisão o cotidiano dos acadêmicos da maior universidade particular do norte do Brasil. É uma boa dica de leitura. Confiram!

Existe maior brasilidade do que não saber o hino nacional?

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

Durante o 1º Encontro Estadual de Agentes Públicos, realizado em março, na Assembléia Legislativa do Estado de São Paulo, a cantora Vanuza, conhecida nacionalmente como uma das grandes vozes da MPB, protagonizou uma cena no mínimo inusitada. Ao ser convidada para cantar o hino nacional na abertura da seção, a intérprete, de forma pouco comum, parecia estar com sinais de embriaguez, visto que, errou totalmente a letra e a melodia do hino, mesmo estando acompanhada por um pianista. A cena durou aproximadamente 5 minutos, o suficiente para deixar as inúmeras autoridades presentes constrangidas diante de um erro tão grosseiro, porém, em momento algum os participantes perderam a postura, numa posição digna de respeito à aparente dificuldade da cantora.

O episódio foi parar rapidamente na internet, entretanto, somente agora em agosto foi cair no gosto popular. Alguns vídeos já alcançaram mais de 150 mil visitas, sendo que muitas dessas visitas foram seguidas dos mais diversos comentários. Dentre as centenas de pessoas que se manifestaram, o que mais chama atenção é o equilíbrio entre as defesas e sátiras sobre o episódio. A explicação dada pela cantora foi que a causa da gafe foi o excesso de remédios para um problema de Labirintite, desculpa não muito aceita entre os espectadores da cena.

A questão que fica no ar é justamente a deficiência do brasileiro em aprender o Hino Nacional, até há alguns anos, obrigatório em todas as escolas. A grande maioria da população sequer sabe cantar a primeira parte sem tropeçar ou se enroscar com alguma palavra pouco familiar. Como parte de uma cantora de renome, a preocupação se torna maior, é sinal de que a gravidade da situação é maior do que se imagina. Agora, que culpa as pessoas tem de não saber cantar o hino? A culpa é do Governo Federal, que não estimula o aprendizado? São questões que suscitam uma grande discussão.

Um dos poucos consolos para todos aqueles que assistiram ao vídeo, é saber que não só os simples mortais são as maiores vítimas da falta de cultura do povo brasileiro. Muitos admitem não saberem cantar, outros sabem a primeira parte, outros a segunda e assim por diante… A grande lição que pode ser retirada do episódio é simples e fundamental: esquecer dos princípios básicos da educação do cidadão, é esquecer que futuramente, estaremos formando cidadãos de péssima instrução cultural e propícios a escândalos e coisas do tipo. Resta saber se os agentes públicos se sentiram incomodados com a aparente embriaguez da cantora, ou porque também não sabiam a letra…