Seria a ‘covardia’ a maior inspiração para os grandes feitos românticos?

Estava analisando músicas (para variar), a maioria das músicas românticas falam de amores complicados, medo de amar, medo de se declarar, o ‘estar confuso’ sobre os sentimentos.

Será que essas músicas só aconteceram pela timidez ou covardia de quem as escreveu?

A necessidade de se expressar com uma motivação artística e romântica não é fruto do medo de encarar o fato de frente?

Medo da decepção amorosa, de perder o amor idealizado, platônico?!

Se não fosse esse conjunto de fatores, ainda teríamos composições tão belas
e profundas?

O que tem para compor as pessoas ’safadas’ que não ficam fazendo rodeio
quando querem algo e vão direto ao ponto, enquanto os românticos e tímidos fazem todo um ‘rodeio’ para tentarem se entender e como conseguir se explicar.

Os ‘atiradinhos‘ que o digam:

‘Bom, você fique aí com suas músicas e seus poemas lindos e inspiratórios,
que eu vou aproveitar. E quando eu quiser fazer um drama, mando uma das músicas que você compôs.’

A coragem de repente vem e na hora que eu mais preciso: ela some,  foge, desaparece, desintegra.’

(E continuo na vontade!)

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