Lá estava um ‘lagarto’ perto da cerca viva na grama do jardim, um vulto tentando não se notado, quando olhei ele corria em direção a vegetação mais alta como tentando talvez fingir que não estava ali. Pensando talvez que assim eu esqueceria que eu o vi, sabia que ele ainda estava ali e mesmo assim, talvez o sentimento de fuga e desespero, quieto e imóvel, ele devesse pensar que eu ignoraria o fato ou que eu seria ‘lagarto’ como ele e me convenceria que nada ali aconteceu.
Fiquei com dó ao pensar que, esse ‘lagarto’ que se achava esperto, talvez não imaginasse era que eu já estava o observando a tempo, antes mesmo dele notar minha presença eu já sabia de onde ele vinha e para onde ele ia, o que ele fez e o que iria fazer, que provavelmente nem ele imaginava é que os ovos que estavam ali, eu é quem havia colocado.
Assim como muitas pessoas se fazem de ‘lagarto’.