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Seria a ‘covardia’ a maior inspiração para os grandes feitos românticos?

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Estava analisando músicas (para variar), a maioria das músicas românticas falam de amores complicados, medo de amar, medo de se declarar, o ‘estar confuso’ sobre os sentimentos.

Será que essas músicas só aconteceram pela timidez ou covardia de quem as escreveu?

A necessidade de se expressar com uma motivação artística e romântica não é fruto do medo de encarar o fato de frente?

Medo da decepção amorosa, de perder o amor idealizado, platônico?!

Se não fosse esse conjunto de fatores, ainda teríamos composições tão belas
e profundas?

O que tem para compor as pessoas ’safadas’ que não ficam fazendo rodeio
quando querem algo e vão direto ao ponto, enquanto os românticos e tímidos fazem todo um ‘rodeio’ para tentarem se entender e como conseguir se explicar.

Os ‘atiradinhos‘ que o digam:

‘Bom, você fique aí com suas músicas e seus poemas lindos e inspiratórios,
que eu vou aproveitar. E quando eu quiser fazer um drama, mando uma das músicas que você compôs.’

A coragem de repente vem e na hora que eu mais preciso: ela some,  foge, desaparece, desintegra.’

(E continuo na vontade!)

Ecologia será marca do ‘Woodstock brasileiro’

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Estrutura do evento e artistas internacionais escolhidos têm relação com esse tema:


A marca registrada do SWV Music and Arts Festival, o “Woodstock brasileiro”, será a ligação com as questões ambientais e ecológicas. Os quatro artistas internacionais com presença confirmada são envolvidos com esses temas. Especialmente Linkin Park e Dave Matthews Band, que são considerados headliners (bandas principais) do festival.

As outras duas bandas confirmadas são as americanas Pixies e Incubus. Outras 56 atrações serão confirmadas nos próximos dias, sendo os nomes mais especulados os de Pearl Jam, Arcade Fire, Belle & Sebastian, Rage Against the Machine e Katy Perry. O evento será realizado na fazenda Maeda, no município de Itú (SP), que tem uma área de 200 mil metros quadrados.

A sigla que dá nome ao evento significa Starts With You, que em português ficou Começa com Você. Inicialmente, o festival era divulgado como o “Woodstock brasileiro”.

Dave Matthews, por exemplo, falou, segundo o publicitário Eduardo Fischer (um dos organizadores do evento), que “a terra se curaria, se parássemos de destruí-la”. As outras bandas possuem organizações próprias ligadas a temas sociais e sustentabilidade ou colaboram com outras existentes.

O preço dos ingressos e os valores que serão investidos no evento serão divulgados na próxima semana, segundo informações divulgadas na entrevista coletiva realizada em São Paulo (e transmitida pela internet) que oficializou o evento. A venda será feita através do site da empresa Ingresso Rápido.

O evento tem em sua equipe nomes importantes no cenário mundial de festivais. Michael Lang, um dos responsáveis pelo Woodstock original (realizado em agosto de 1969, nos Estados Unidos), será consultor do evento na área de produção.

O produtor artístico do SWU é David South, o mesmo responsável pelos shows musicais realizados na abertura da Copa do Mundo da África do Sul e também pelos shows feitos nos intervalos do Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos.

A estrutura do festival inclui três palcos, sendo um maior e dois menores, e uma tenda eletrônica. Em termos de público, os organizadores prometem dar todas as condições para quem deseja acampar no local, com direito a camping disponibilizado para o público dois dias antes do evento, cuja estrutura se manterá até um dia depois de seu encerramento.

São três áreas disponíveis para camping. O estacionamento terá capacidade para 30 mil carros. A organização do festival espera um público de 70 mil pessoas por dia, em média.

Chuveiros, praça de alimentação e lojas de conveniência estarão presentes. Em termos de dependências para o público durante os shows, haverá uma área vip e uma área comum. Câmeras de 360 graus irão monitorar toda a área em que o evento será realizado.

Woodstock brasileiro no interior de São Paulo

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Incubus, Pixies, Dave Matthews Band e Linkin Park estarão em Itu, interior de São Paulo, para participar de um dos maiores eventos de música e sustentabilidade já feitos no Brasil.

O Starts with you (SWU) Music and Arts Festival, baseado nos moldes americanos do Woodstock, contará com shows de bandas nacionais e internacionais, tenda eletrônica, eventos artísticos e um fórum de sustentabilidade durante três dias na fazenda Maeda.

O espaço é de 140 mil metros quadrados e contará com estacionamento, praça de alimentação e camping para oito mil barracas, além dos três palcos e tendas. No total, serão 60 atrações entre 9 e 11 de outubro.

O primeiro a divulgar informações sobre o festival foi o empresário Eduardo Fischer, conhecido pela organização do “Maquinaria”. No SWU ele trabalhará em parceria com as empresas The Groove Concept, Total on Demand e Visão Sustentável. A expectativa é que pelo menos 250 mil pessoas participem do evento, que ainda em 2010 também será realizado no Chile.

As informações sobre os ingressos serão divulgadas apenas na semana que vem. Nos próximos dias os nomes de outras bandas participantes do festival devem ser confirmados.

Enquanto isso, os interessados já podem se engajar no projeto de sustentabilidade através do site do evento, o www.swu.com.br.

A marca registrada do SWV Music and Arts Festival, o “Woodstock brasileiro”, será a ligação com as questões ambientais e ecológicas. Os quatro artistas internacionais com presença confirmada são envolvidos com esses temas. Especialmente Linkin Park e Dave Matthews Band, que são considerados headliners (bandas principais) do festival.As outras duas bandas confirmadas são as americanas Pixies e Incubus. Outras 56 atrações serão confirmadas nos próximos dias, sendo os nomes mais especulados os de Pearl Jam, Arcade Fire, Belle & Sebastian, Rage Against the Machine e Katy Perry. O evento será realizado na fazenda Maeda, no município de Itú (SP), que tem uma área de 200 mil metros quadrados.

A sigla que dá nome ao evento significa Starts With You, que em português ficou Começa com Você. Inicialmente, o festival era divulgado como o “Woodstock brasileiro”.

Dave Matthews, por exemplo, falou, segundo o publicitário Eduardo Fischer (um dos organizadores do evento), que “a terra se curaria, se parássemos de destruí-la”. As outras bandas possuem organizações próprias ligadas a temas sociais e sustentabilidade ou colaboram com outras existentes.

O preço dos ingressos e os valores que serão investidos no evento serão divulgados na próxima semana, segundo informações divulgadas na entrevista coletiva realizada em São Paulo (e transmitida pela internet) que oficializou o evento. A venda será feita através do site da empresa Ingresso Rápido.

O evento tem em sua equipe nomes importantes no cenário mundial de festivais. Michael Lang, um dos responsáveis pelo Woodstock original (realizado em agosto de 1969, nos Estados Unidos), será consultor do evento na área de produção.

‘nova lei de direito autoral’

quarta-feira, 16 de junho de 2010

A proposta de revisão da lei de direito autoral no Brasil segue uma tendência mundial: não é possível, no mundo atual, manter certas idéias concebidas numa época pré-internet, pré-digital.

O Ministério da Cultura (MinC) liberou ontem para consulta pública o texto que será base da nova lei. O texto fica aberto por 45 dias (de 14/06 a 28/07/2010), período em que recebe propostas e contribuições. Depois, uma equipe do ministério irá reformulá-lo. O processo deverá se encerrar no final deste ano.

Segue um resumo das novas propostas:

O que muda para o Autor:

Maior controle da própria obra: o novo texto torna explícito o conceito de licença (autorização para uso sem transferência de titularidade). No caso dos contratos de edição, necessários para exploração comercial das obras, não serão admitidas cláusulas de cessão de direitos. A cessão de direitos terá de ser feita em contrato específico para isso.

Reconhecimento de autoria: arranjadores e orquestradores, na música, e diretores, roteiristas e compositores da trilha sonora original, nas obras audiovisuais, passam a ser reconhecidos de forma mais clara como autores das obras.

Obra encomendada: o criador poderá recobrar o direito em certos casos; terá garantia de participação em usos futuros não previstos; e poderá publicá-la em obras completas.

Prazo de proteção das obras: continua de 70 anos. Nas obras coletivas, será de 70 anos a partir de sua publicação.

Supervisão das entidades de gestão coletiva: associações de todas as categorias e o escritório central de arrecadação e distribuição de direitos de execução musical devem buscar eficiência operacional, por meio da redução dos custos administrativos e dos prazos de distribuição dos valores aos titulares de direitos; dar publicidade de todos os atos da instituição, particularmente os de arrecadação e distribuição. Elas terão ainda de manter atualizados e disponíveis o relatório anual de suas atividades; o balanço anual completo, com os valores globais recebidos e repassados; e o relatório anual de auditoria externa de suas contas.

Instância para resolução de conflitos: será criada uma instância voluntária de resolução de conflitos no âmbito do Ministério da Cultura. Hoje, conflitos relacionados aos direitos autorais só podem ser resolvidos na justiça comum.

O que muda para os cidadãos:

Acesso à cultura e ao conhecimento: haverá novas permissões para uso de obras sem necessidade de pagamento ou autorização. Entre elas: para fins didáticos; cineclubes passam a ter permissão para exibirem filmes quando não haja cobrança de ingressos; adaptar e reproduzir, sem finalidade comercial, obras em formato acessível para pessoas com deficiência.

Reprodução de obra esgotada: está permitida a reprodução, sem finalidade comercial, das obras com a última publicação esgotada e também que não têm estoque disponível para venda.

Reprografia de livros: haverá incentivo para autores e editoras disponibilizarem suas obras para reprodução por serviços reprográficos comerciais, como as copiadoras das universidades. Cria-se para isso a exigência de que haja o licenciamento das obras com a garantia de pagamento de uma retribuição a autores e editores.

Cópias para usos privados: autorizadas as cópias para utilização individual e não comercial das obras. Por exemplo, as cópias de segurança (backup); as feitas para tornar o conteúdo perceptível em outro tipo de equipamento, isto é, para fins de portabilidade e interoperabilidade de arquivos digitais. Medidas tecnológicas de proteção (dispositivos que impedem cópias) não poderão bloquear esses atos.

Segurança para o patrimônio histórico e cultural: instituições que cuidam desse patrimônio poderão fazer reproduções necessárias à conservação, preservação e arquivamento de seu acervo e permitir o acesso a essas obras em suas redes internas de informática. Não se trata de colocar as obras disponíveis na internet para acesso livre.

O que muda para os investidores:

Punição para quem paga jabá: o pagamento a rádios e televisões para que aumentem a execução de certas músicas será alvo de punição, caracterizada como infração à ordem econômica e ao direito de acesso à diversidade cultural.

Remuneração aos produtores de obras audiovisuais: produtores de obras audiovisuais passam a ter direito de remuneração pela exibição em cinemas e emissoras de televisões.

Permissão para explorar obras de acesso restrito: passam a ter a possibilidade de pedir uma autorização para comercializar obras que estejam inacessíveis ou com acesso restrito. Para isso, devem solicitar ao Estado a licença não voluntária da obra.

Estímulo a novos modelos de negócios no ambiente digital: prevê claramente direitos em redes digitais, definindo a modalidade de uso interativo de obras e a quem cabe sua titularidade. As mudanças no texto darão mais segurança para que os titulares se organizem para exercerem seus direitos e melhorarão a relação entre autores, usuários, consumidores e investidores. Dessa forma, essa revisão já coloca o funcionamento da economia digital no Brasil no rumo certo e prepara as bases para uma discussão mais ampla, que deverá ser feita nos próximos anos no mundo todo.

Com base nas contribuições recebidas, o governo federal consolidará o texto final do anteprojeto de lei que será encaminhado ao Congresso Nacional ainda em 2010.


O texto na íntegra pode ser encontrado no site do MinC: www.cultura.gov.br. Para participar da consulta pública, basta acessar o site: www.cultura.gov.br/consultadireitoautoral/consulta.


Lady Gaga: ‘eu indico’ – saiba o motivo

quarta-feira, 5 de maio de 2010

Não é de hoje que ouvimos falar na decadência da música pop atual. Temas superficiais, pobreza musical e preocupação com as vendas são os principais argumentos daqueles que defendem esta linha de pensamento pessimista. A crescente queda nas vendas de discos também não ajuda a melhorar o quadro, mas uma voz parece calar os críticos. Não apenas a voz, mas o figurino surrealista, presença de palco estelar e hits que parecem grudar na cabeça para sempre: entra em cena Lady Gaga.

Não se engane pela poker face, por trás da fachada multicolorida e refrões fáceis, se esconde uma musicista treinada desde a infância, influenciada por elementos tão díspares quanto a pop art de Andy Warhol, a postura artística de David Bowie, Grace Jones e Madonna, livres-pensadores como Rainer Maria Rilke e a estética do synthpop dos anos 80 e 90. Gaga, nascida Stefani Germanotta, sabe exatamente o que está fazendo.

Claro que a estrada para a fama não foi fácil. Após um período inicial em Nova York marcado pelo uso de drogas e indecisão criativa, Gaga ainda não havia encontrado o seu caminho no mundo da música. As suas primeiras canções eram boas, mas numa roupagem totalmente diferente dos sintetizadores e beats característicos de sua contraparte atual. Stefani Germanotta fazia belas canções ao piano, onde podia explorar a sua bela voz. Os seus cabelos ainda eram morenos e as roupas ainda não apostavam na extravagância.

Foi o desejo consciente de transcender a sua capacidade artística que fez surgir a persona de Lady Gaga – nome dado por um dos seus primeiros colaboradores, o produtor Rob Fusari, em homenagem óbvia a banda Queen. Criado o nome, o passo natural seria a transformação visual e musical, e é aí que entra em cena seu rico repertório cultural: Gaga se cercou de estilistas, designers e pessoas conectadas com as últimas tendências pop, o Haus of Gaga; adicionou a influência do euro dance ao seu talento natural para melodias; e criou o conceito da busca pela fama que permeia seus álbuns, The Fame e The Fame Monster.

No primeiro álbum, Gaga celebra o mundo da fama pop, com o seu glamour e ritmo frenético. O divertimento e o hedonismo estão presente em músicas como Poker Face e Just Dance, e Paparazzi é praticamente auto-explicativa ao referenciar os fotógrafos que vivem da captura dos momentos mais íntimos das pop stars. Mas tudo isso é captado com uma sutil ironia e subversão. Ao mostrar o lado brilhante da fama, Lady Gaga fala ao ego de todos nós, sempre ávido pelos holofotes, mas não deixa de mostrar as consequências da busca pelo sucesso.

Isso é explorado em seu mais recente álbum, The Fame Monster, que lida com o lado negativo trazido pela fama na forma de “monstros” em todos os aspectos de sua vida: o desgaste físico e mental, relacionamentos complicados, medos e incertezas. O mundo pop é efêmero, mas é possível se utilizar dele para criar arte e se expressar verdadeiramente. Vivenciando esse mundo através de seu alter ego, Gaga mostrou ao mundo a verdadeira Stefani, a artista interior. E por isso mesmo, conseguiu alcançar o topo.

Aos 24 anos, Lady Gaga já está consolidada como rainha do pop, influenciando não apenas a música, moda, comportamento e design. Outros artistas não se cansam de reverenciá-la, de Alice Cooper a Beyonce, com quem gravou o novo hit Telephone. O vídeo filmado para esta música possui quase 10 minutos e um enredo misturando dramas de prisão, Road movies e filmes de Quentin Tarantino. Tudo isso envolto ao seu estilo multicolorido e único.

Sobre o Teatro Mágico na Globo e outras mídias de massa

sexta-feira, 30 de abril de 2010

No dia 22 de abril de 2010, podemos perceber a maior vitoria da música independente: a presença da trupe d”O Teatro Mágico, na novela das oito da rede globo.

É claro que tivemos uma resposta tanto positiva quanto negativa do público, muitos se setiram traídos, algo como ‘teoria da conspiração’. É difícil, para muitos, encarar tal fato como uma vitoria. E explicando o acontecimento, do convite até até a cena, temos dois depoimentos: um do próprio Fernando Anitelli, e outro do Gustavo Aniteli – criador do projeto  O Teatro Mágico’ e o representante e empresário de seu irmão.


Por fernando Anitelli:

‘!

Sem horas e sem dores… é chegada a hora…
Fomos convidados a participar de um capítulo da novela “Viver a Vida” e aceitamos! – parece que alguns sites de fofoca já se anteciparam com a notícia, não é?
Participar de um trabalho de Dramaturgia da Globo sem precisar pagar, pedir e ou se vender à qualquer postura é algo fabuloso e corajoso!
A idéia foi de que o Teatro Mágico se mostrasse como é… o circo, a poesia, a música, a encenação… tudo com muito respeito e dignidade! Não houve a questão “dinheiro” em nenhum momento… (isso é coisa de quem acha que a vida é somente enraizada neste aspecto…) Foi um convite… nos chamaram e nós fomos, simples assim, foi o que fizemos… e digo: Foi animal!
Saber que uma trupe que projeta todo seu conteúdo de maneira livre, que articula um movimento discutindo tudo isso e move outros músicos de outras regiões em unidade contra o jabá no rádio e na tv conseguiu este convite de maneira clara e explícita… é uma grande vitória! E é isto que eu gostaria de compartilhar com voces!
Aos ignorantes de plantão:
Não somos contra a tv, somos contra o mau uso que se faz da tv! (ouçam Xanéu n. 05)
Achar que radical é aquele que diz: Sou contra a Globo, nao tomo Coca e nao vou no Macdonalds (enquanto enche de clip na Mtv e divulga a Nike pelos quatro cantos) é coisa de gente pouco inteligente… que acredita no esteriótipo da revolução…
Acorda Brasil!

Trazemos o debate pra junto de voces!
Até porque… nos interessa esta clareza na relação!

Viva a ousadia e a transparência!

em breve…

MÚSICA LIVRE ECOANDO PELO PAÍS!’

_________________________________________________________



‘Por Gustavo Anitelli , sociólogo, faz parte da organização geral do Movimento “Música Pra Baixar”, “Fórum de Mídia Livre”  e  é Coordenador Geral da Cia.  musical “O Teatro Mágico”.

Galera, vou apresentar aqui nossa posição sobre as mídias de massa, para que não existam dúvidas sobre o que acreditamos e fazemos.  A história do Teatro Mágico é baseada na luta contra o monopólio da comunicação, mesmo quando não tínhamos uma formulação sobre isso. Para quem nos acompanha há muito tempo, sabe que nos estruturamos a partir do relacionamento direto com o público militante que acredita no nosso trabalho. Após sonhar muito com contratos ilusórios, percebemos que só havia uma alternativa para o projeto sem um grande financiador; arregaçar as mangas e realizar um trabalho de formiguinha, lado a lado com as pessoas que acreditavam na nossa arte.

Optamos desde o início por disponibilizar nossas músicas na rede, quando ninguém falava sobre isso. Conversávamos diretamente com as pessoas, antes e depois dos shows. Elaboramos uma vida na rede, botando a cara pra bater sobre variados assuntos, como nos dias de hoje. Nessa jornada recebemos muitos convites, e também fomos vetados em várias participações, justamente por termos uma posição muito clara contra o JABÁ na televisão e nas rádios. Para além desta pauta, Fernando em especial nunca deixou de se envolver em assuntos que inclusive são muito polêmicos dentro da nossa própria comunidade como apoiar a Reforma Agrária do MST, apoiar a candidatura Lula etc. São inúmeras as pautas que nos envolvemos nestes anos de labuta, sem medo de ferir às vezes até parte daqueles com quem temos rabo preso; nosso público. Sob ameaça de nos prejudicar, nunca deixamos de defender um Brasil diferente, justo, democrático e transformador…..Pra gente, fama, sucesso e dinheiro é muito pouco….é nada….o que nós queremos é fazer história!

Quando recebemos o convite da Globo, estávamos em um contexto muito interessante, pois inúmeros contratantes e pessoas de governos e instituições representativas duvidavam do nosso potencial, justamente por  pouco entenderem sobre  Internet. Dentro da nova sociedade da informação, onde existem inúmeras referências de conteúdo, muitas pessoas conhecem nosso projeto, como muitas não conhecem, diferentemente do passado em que, ou todo mundo estava informado sobre um projeto musical, ou ninguém sabia do que se tratava, já que a única porta de entrada na casa das pessoas era a TV  com poucos canais, todos estes com uma programação dirigida a partir dos astros das gravadoras.

Mesmo com a força da rede e do nosso público, também enfrentamos a resistência política por parte de alguns veículos de comunicação, que organizam prêmios e veiculam reportagens inventando bandas novas que não têm a menor legitimidade social, nos escanteando o máximo possível.

Nesse contexto, nunca mudamos nossa pauta, nunca mudamos nosso discurso e continuamos cada vez mais a radicalizar, dando conseqüência ao que estávamos falando. No ano de 2009 criamos o movimento Música Pra Baixar, juntando produtores, militantes do software livre , compositores e quem mais quisesse participar em torno das pautas da música livre, da Internet livre, da comunicação livre. Lutamos contra a Lei Azeredo que criminalizava as pessoas que baixavam músicas, propusemos uma nova Lei de Direito Autoral, participamos da Conferência de Comunicação aprovando no documento final a Criminalização do Jabá entre outras pautas. Nunca nos furtamos ao debate, e agora, com o convite da Globo, temos a condição de amplificar muito mais o nosso discurso.

Infelizmente, vivemos em um país em que a Internet ainda está em processo de crescimento. O Brasil é considerado um dos países mais desiguais do mundo, nossa história de dominação de uma elite militar e gananciosa justifica isso. Em 2005 somente 33% da população já tinha tido algum tipo de acesso à  Internet ; Hoje chegamos a 49%. No entanto sabemos que uma coisa é ter a banda larga e um computador em casa, a outra é fazer um email, ou verificar uma proposta de trabalho uma vez somente numa Lan House. Na classe mais rica (considerada A), 85% das pessoas, incluindo crianças e idosos, já acessaram  a Internet;  Já nas classes D e E, este número cai para 17% . Sou um grande defensor da Internet, mas não podemos nos iludir achando que esse mecanismo de comunicação já está acessível para todos.  Ainda existe uma diferença enorme, social e econômica de quem tem real acesso e navegabilidade pela rede. Ocupar este espaço na TV é dialogar desde o rico ou classe média, público com o qual o TM já fala, até os menos privilegiados, já que a TV dá acesso a todos esses segmentos.

Nunca dependemos da grande mídia para construir nosso trabalho, nunca nos vendemos e nem fomos pautados pelos meios de comunicação, nós é que os pautamos! Pra gente, participar destes espaços só engrandece tudo que estamos dizendo, fortalece nossas pautas. Vale dizer que negamos participação em muitos programas que exploravam a imagem da miséria e da pobreza como forma de show e entretenimento,  pois não nos sujeitamos a absolutamente nada que nos coloque em conflito com nossos ideais.
A TV é uma concessão pública, brigamos para democratizá-la, exigimos que enxerguem a nossa força, e quando somos convidados a mostrar nosso trabalho de forma honesta e digna, seria uma contradição não ocupar tal espaço.

Hoje no Brasil, podemos afirmar com tranqüilidade que possuímos o projeto de maior alcance militante e engajado do país, debatendo diariamente a questão do meio ambiente, a comunicação livre, a Internet livre, a reforma agrária, a liberdade e igualdade das mulheres, e um projeto de país justo, igualitário e soberano. Desconstruímos a imagem do artista superstar e recriamos seu sentido do ponto de vista humanitário e cidadão. Esta aparição só potencializará nosso discurso, uma vez 
que não estamos aqui para construir em cima de estereótipos, mas sim para mudar este Brasil desigual e injusto.

Quando assumi a coordenação geral deste projeto, tive uma conversa histórica com o Fernando Anitelli.  Naquele momento eu estava largando minha carreira na sociologia e militância partidária para vestir a camisa integralmente do projeto. Na reunião fiz somente um pedido: Disse a ele que só poderia transformar o Teatro Mágico no meu projeto de vida, se o projeto de vida do Teatro Mágico fosse,  para além da arte, a luta pela justiça e igualdade. Com tranqüilidade, e sem titubear, Fernando afirmou que sua carreira não faria sentido se não trabalhássemos muito por um mundo solidário e humano. Ele falou e cumpriu, poderia ter feito mil acordos, mas manteve sua crença, politizou-se na caminhada, fundou um movimento nacional e se tornou um dos principais aliados dos movimentos sociais no Brasil.

Vamos que ainda tem muita história, muitas dúvidas seguem daqueles que não nos conhecem a fundo, pressões de um lado e de outro, mas junto ao nosso público e nossa crença, a gente segue a vida….O nosso caminho a gente faz caminhando.’

A cena e as tradições Afro-Ameríndias: criação e documentação digital

quarta-feira, 31 de março de 2010

com Zeca Ligiéro: artista, autor, pesquisador e professor  do Núcleo de Estudos das Performances Afro-Ameríndias (NEPAA).

Através das discussões sobre o conceito de performance afro-ameríndio, registro digital e pesquisas serão organizados exposições, grupos de discussão e seminários para compreensão  e elaboração dos conceitos. Elaboração de oficinas de performance afro-ameríndios, Bem como, assessorar as práticas pioneiras ou a criação de novos grupos e novas dinâmicas interativas entre o fazer, o documentar e o divulgar de trabalhos artísticos de pesquisadores do ponto de cultura com os pesquisadores do NEPAA e do PACA.

O curso será aberto para estudantes de comunicação, teatro, música, antropologia, história e áreas afins, bem como, para profissionais das mesmas áreas e mais fotógrafos, documentaristas, e demais pessoas interessadas em documentação digital.

Karine Jansen e Nando Lima

Parceria – ETDUPA – IAP- Instituto de Artes do Pará

De 05 a 09 de Abril – Escola de Teatro e Dança da UFPA-

De 09 às 12h

As inscrições poderão ser feitas no início do curso.


Artistas de teatro e circo pedem aprovação de projetos sobre cultura

sábado, 27 de março de 2010

Para celebrar o Dia Internacional do Teatro e o Dia Nacional do Circo, artistas e produtores das artes cênicas (teatro, ópera, dança e circo) vão se reunir no sábado, 27 de março, das 11h às 13h, na Fundação Nacional de Artes (Funarte), em São Paulo, para realizar uma manifestação em prol da cultura do país.

Durante a manifestação será proposta uma moção de apoio pela aprovação no Congresso Nacional de projetos sobre cultura que tramitam na Casa, como o do Sistema Nacional de Cultura (SNC); do Plano Nacional de Cultura (PNC); da PEC 150 /2003, que vincula à Cultura 2% da receita federal, 1,5% das estaduais e 1% das municipais; e do Programa de Fomento e Incentivo à Cultura (Procultura), que atualiza a Lei Rouanet. Além do Vale-Cultura, primeira política pública governamental voltada para o consumo cultural no valor de R$ 50 para aquisição de ingressos de cinema, teatro, museu, shows, livros, CDs e DVDs.

O evento em comemoração à data contará com a presença do presidente da Funarte, Sérgio Mamberti, além de outras autoridades da área.

Dia Internacional do Teatro e o Dia Nacional do Circo:
Data: sábado, 27 de março
Horário: das 11h às 13h
Local: Complexo Cultural Funarte São Paulo
Centro de Convivência Waly Salomão
Alameda Nothmann, 1058, Campos Elíseos / SP


‘Abba – retornar para show’ – Será?!

sexta-feira, 26 de março de 2010

Quarteto sueco ainda é febre mais de 20 anos depois de seu fim. Integrantes negam – ou negavam – um possível retorno.Há três décadas, sua mãe provavelmente ouvia ‘The Winner Takes it All’ nos encontros românticos com seu pai. Ela também devia colocar polainas para fazer ginástica ao som de ‘Voulez-Vous’. Ou ainda sacudir sua calça boca-de-sino quando o DJ colocava ‘Dancing Queen’ nas discotecas.

As músicas do quarteto sueco, que viraram febre mundial nos anos 70, seguem reinantes ainda hoje, com seus sucessos revisitados através de covers e até de um excelente musical, ‘Mamma Mia!’, que virou filme estrelado por Meryl Streep e Pierce Brosnan. Graças ao filme, o grupo, que já vendia 3 milhões de discos por ano, entrou para a história em agosto de 2008 com o álbum mais antigo a ocupar a primeira posição nas paradas britânicas, o ‘Gold – Greatest Hits’ (coletânea lançada em 1992). Mas, apesar dos apelos dos fãs, ABBA, formado por Björn Ulvaeus, Benny Andersson, Agnetha Fältskog e Frida (Anni-Frid Lyngstad), não pretendem  ou pretendiam voltar aos palcos.E, recentemente me deparo com a ‘Reuters Life!’ (LONDRES) noticiando: ‘Desfeito em 1982, Abba pode se reunir para show’.

O grupo sueco Abba pode voltar a se apresentar, quase 30 anos depois da sua dissolução, insinuaram seus ex-integrantes masculinos nesta sexta-feira.  Embora o grupo costume receber tributos de outros artistas que imitam seus trajes de cetim e apresentam as baladas dos suecos, os integrantes nunca se demonstraram abertos para uma possível reunião, quem dirá ‘retorno para show’. Tudo bem, a possibilidade que foi aberta para novos fãs em ‘Mamma Mia!’, pode ter mudado a ideia e atitude dos integrantes, mas vale lembrar que em 2000, os músicos rejeitaram uma proposta de 1 bilhão de dólares para fazerem uma turnê.

Mas agora Benny Andersson e Bjorn Ulvaeus disseram ao jornal britânico ‘The Times’ que há a possibilidade de uma única apresentação intimista, que poderia ser transmitida para o mundo todo. ‘É, por que não?‘, disse Andersson, hoje fazendeiro criador de cavalos.

Não sei se as meninas ainda cantam alguma coisa. Sei que a Frida estava no estúdio.‘ Depois, ele acrescentou: ‘Na verdade, não é má ideia.

Não é difícil alguém que goste do grupo e conhece sua historia desconfiar de tal anúncio de ‘retorno’. Acredito que, pelo caminho que as coisas iam, eles só desejavam o término do grupo mesmo. Ou seja, foi apenas uma ideia remota, de ex integrante que nem consultou a exesposa e a amiga. que formavam o grupo que, acredito, ser a peça chave para muita coisa.

Ulvaeus afirmou: ‘Poderíamos cantarThe Way Old Folks Do’ (’Do jeito que os velhos fazem’, referência a faixa do álbum ‘Super Trouper’).‘ Talvez o ‘jornalista’ não tenha percebido, mas acredito ter encontrado na fala de Ulvaeus um certo tom irônico, talvez por levar em consideração a postura das mulheres, suas decisões, e atuais vidas. Ou seja, há vários obstáculos para uma reunião da banda, inclusive a vida reclusa – depressão e não gostar de falar sobre a banda – de  Agnetha Faltskog.

Andersson e Ulvaeus já haviam reagido negativamente à ideia de uma reunião do Abba. ‘Dinheiro não é problema. Nós queremos que as pessoas lembrem de nós como éramos: jovens, exuberantes, cheios de energia e ambição‘, disse Björn em entrevista na época do lançamento de ‘Mamma Mia!’, quando, quase que milagrosamente, os quatro se reuniram com o elenco do filme para a estreia em Estocolmo.


A historia do ABBA começou em 1969, quando Björn e Benny conheceram as parceiras Agnetha e Frida. Com elas, formaram não só o grupo musical, como também famílias. Björn (’moreno’) se casou com Agnetha (’loira’), e Benny (’loiro’), com Frida (’morena’). Durante mais de dez anos, eles rodariam o mundo cantando juntos, conseguindo manter certa discrição em relação às suas vidas pessoais. Nenhum dos dois casamentos deu certo: Björn e Agnetha se separaram em 1979, enquanto Benny e Frida ficaram juntos até 1981. O grupo tentou, ainda, continuar junto depois dos divórcios, mas em 1982, anunciaram o fim do ABBA. Depois disso, Björn e Benny chegaram a escrever  juntos alguns musicais, entre eles o sucesso  ’Mamma Mia!’, enquanto Agnetha e Frida tentaram  reviver suas carreiras solo. No entanto, nenhum  dos quatro chegou perto do sucesso alcançado pelo ABBA que, em 2009, foi imortalizado com a abertura do museu: ABBA Museum.

BJÖRN ULVAEUS:

Depois de se separar de Agnetha, casou-se novamente a Lena, que sofre de leucemia. A saúde do músico também não é das melhores, pois tem sofrido com a perda de memória. Dizem que já esqueceu de vários fatos de sua carreira no ABBA, inclusive prêmios que o grupo ganhou. Comanda uma pequena empresa aérea e não tem a menor intenção de voltar aos palcos, quem dirá com o grupo novamente. Todavia, atualmente ele divulga, ao lado de Andersso, seu musical ‘Kristina’, que estreia em 14 de abril em Londres.

ANNI-FRID LYNGSTAD (FRIDA):

Lyngstad se casou com um príncipe alemão, mora nos alpes suíços e é uma exímia esquiadora. Viúva de seu segundo marido, que morreu de câncer. Gravou pela última vez em 2004 em um CD do ex-tecladista do Deep Purple, Jon Lord. Dedica-se a causas sociais. Jornais dizem que ela estaria relativamente aberta à reunião. O que vejo como algo pouco provável de ser fato.

BENNY ANDERSSON:

É o único que ainda trabalha com música. Sua banda, Benny Anderssons Orkester, gravou quatro álbuns, o último deles em 2007, ao vivo. No repertório, canções originais, folk sueco, sucessos americanos e, eventualmente, músicas do ABBA. Produziu a música de ‘Mamma Mia’, inclusive tocando piano nas versões gravadas para o filme.


AGNETHA FÄLTSKOG:

A mais nova e reclusa do ABBA, Agnetha raramente aparece em   público. Desde que gravou o álbum ‘My Colouring Book’, em  2004, ela parou de dar entrevistas. Sua aparição de mãos dadas  com Frida, durante a premiére de ‘Mamma Mia’, em Berlim,  causou frisson, fato totalmente histórico. As duas chegaram a  dançar ao lado de Meryl Streep no tapete vermelho. Entretanto  nem o seu álbum ou a dança ao lado de Frida tirou Agnetha de  sua ‘depressão’.

Documentário sobre 3º Festival da MPB abre mostra ‘É Tudo Verdade’

quinta-feira, 25 de março de 2010

A importância dos festivais de Música Popular Brasileira realizados nos anos 60 no Brasil é incontestável. Um desses festivais é o tema do filme ‘Uma Noite em 67′, que abre a nova edição do festival de documentários ‘É Tudo Verdade’.

O ‘É Tudo Verdade’ será realizado simultaneamente em São Paulo e no Rio de Janeiro entre os dias 08 e 18 de abril. O filme ‘Uma Noite em 67′ abre a mostra na capital paulista.

O documentário traz à tona a final da 3ª edição do festival musical realizado pela TV Record em de 21 de outubro de 1967, em São Paulo. ‘Uma Noite em 67′ é dirigido por Renato Terra e Ricardo Calil e traz cenas de momentos marcantes daquela noite no Teatro Record Centro, atual Teatro Abril.

Além de imagens originais recuperadas digitalmente, o filme traz depoimentos atuais de músicos, compositores e outras pessoas envolvidas com o evento. Entre os entrevistados estão Edu Lobo, Gilberto Gil, Chico Buarque, Caetano Veloso, Roberto Carlos, Sérgio Cabral, Nelson Motta e Sérgio Ricardo. A canção vencedora da 3ª edição do festival foi ‘Ponteio’, de Edu Lobo e Capinam, apresentada no palco pelo próprio Edu.

O documentário tem um site oficial onde é possível obter outros detalhes sobre a produção: www.umanoiteem67.com.br. A programação completa do ‘É Tudo Verdade’ está disponível no site oficial do evento: www.etudoverdade.com.br.

Para assistir ao trailer do filme clique aqui.