Arquivo da Categoria ‘Shows e apresentações:’

Ecologia será marca do ‘Woodstock brasileiro’

quinta-feira, 17 de junho de 2010

Estrutura do evento e artistas internacionais escolhidos têm relação com esse tema:


A marca registrada do SWV Music and Arts Festival, o “Woodstock brasileiro”, será a ligação com as questões ambientais e ecológicas. Os quatro artistas internacionais com presença confirmada são envolvidos com esses temas. Especialmente Linkin Park e Dave Matthews Band, que são considerados headliners (bandas principais) do festival.

As outras duas bandas confirmadas são as americanas Pixies e Incubus. Outras 56 atrações serão confirmadas nos próximos dias, sendo os nomes mais especulados os de Pearl Jam, Arcade Fire, Belle & Sebastian, Rage Against the Machine e Katy Perry. O evento será realizado na fazenda Maeda, no município de Itú (SP), que tem uma área de 200 mil metros quadrados.

A sigla que dá nome ao evento significa Starts With You, que em português ficou Começa com Você. Inicialmente, o festival era divulgado como o “Woodstock brasileiro”.

Dave Matthews, por exemplo, falou, segundo o publicitário Eduardo Fischer (um dos organizadores do evento), que “a terra se curaria, se parássemos de destruí-la”. As outras bandas possuem organizações próprias ligadas a temas sociais e sustentabilidade ou colaboram com outras existentes.

O preço dos ingressos e os valores que serão investidos no evento serão divulgados na próxima semana, segundo informações divulgadas na entrevista coletiva realizada em São Paulo (e transmitida pela internet) que oficializou o evento. A venda será feita através do site da empresa Ingresso Rápido.

O evento tem em sua equipe nomes importantes no cenário mundial de festivais. Michael Lang, um dos responsáveis pelo Woodstock original (realizado em agosto de 1969, nos Estados Unidos), será consultor do evento na área de produção.

O produtor artístico do SWU é David South, o mesmo responsável pelos shows musicais realizados na abertura da Copa do Mundo da África do Sul e também pelos shows feitos nos intervalos do Super Bowl, o maior evento esportivo dos Estados Unidos.

A estrutura do festival inclui três palcos, sendo um maior e dois menores, e uma tenda eletrônica. Em termos de público, os organizadores prometem dar todas as condições para quem deseja acampar no local, com direito a camping disponibilizado para o público dois dias antes do evento, cuja estrutura se manterá até um dia depois de seu encerramento.

São três áreas disponíveis para camping. O estacionamento terá capacidade para 30 mil carros. A organização do festival espera um público de 70 mil pessoas por dia, em média.

Chuveiros, praça de alimentação e lojas de conveniência estarão presentes. Em termos de dependências para o público durante os shows, haverá uma área vip e uma área comum. Câmeras de 360 graus irão monitorar toda a área em que o evento será realizado.

Mallu Magalhães recebe ‘presente milionário’ do Ministério da Cultura

quarta-feira, 3 de março de 2010

A Lei Federal de Incentivo à Cultura, a famosa Lei Rouanet, é cobiçada por todos artistas e produtores brasileiros. Originalmente, a sua proposta é oferecer incentivo financeiro para aqueles que não tem condições de custear suas turnês, montar seus espetáculos e afins. Mas se eu te contar o que a Colunista da Folha de S. Paulo Mônica Bergamo publicou no dia 22 de fevereiro, você ficará indignado. E se trabalhar na área vai dar um soco na tela do computador (como eu).

De acordo com a jornalista, o governo disponibilizou R$ 778 mil para que a turnê do segundo disco de Mallu Magalhões seja realizada. E de acordo com o empresário (pai) da cantora, os shows terão ingressos com preços populares, R$20.

Vale lembrar que a ‘jovem revelação’ da música brasileira teve o seu álbum lançado pela Sony Music, uma das maiores gravadores do país. Ou seja, tem amplo apoio para que qualquer uma das suas atividades, sejam elas, shows, divulgação, transporte, hospedagem e afins, sejam realizadas com a maior tranquilidade possível e desejada.

Esta não é a primeira vez que a Lei Rouanet é destinada a quem não precisa. Em junho do ano passado, o cantor baiano Caetano Veloso, foi beneficiado com R$ 1,7 milhões para a viabilizar a turnê de seu disco Zii e Zie.
Acredito que ‘artistas’ em tal posição como a de ‘Mallu’ ou ‘Caetano’, deveriam, no mínimo, realizar seus shows e apresentações gratuitos, afinal é um dinheiro público, se ainda cobram ingressos, para onde ‘tal investimento’ está indo?

E a pergunta que não quer calar: e os independentes, como ficam(os)?

Moby se apresenta no Brasil em abril

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

O DJ e produtor de música eletrônica Moby fará uma série de apresentações no Brasil em abril. Os shows fazem parte da turnê de divulgação de ‘Wait for me‘, seu último trabalho de estúdio, lançado em junho de 2009.

Natural de Nova York, Moby é um dos nomes mais importantes da música eletrônica mundial. Ganhou fama no início dos anos 90 com o single ‘Go’, que já foi listado pela revista ‘Rolling Stone’ como um dos melhores trabalhos de todos os tempos.

No total, os discos de Moby já venderam mais de 20 milhões de cópias em todo o mundo. Só ‘Play’, de 1999, vendeu mais de 9 milhões de unidades.

A turnê de Moby no país passa por Porto Alegre (20/4, no Pepsi On Stage), Curitiba (21/4, no Master Hall), São Paulo (23/4, no Credicard Hall) e Rio de Janeiro (24/4, no Citibank Hall/RJ).

Detalhes sobre os ingressos e datas de vendas serão divulgados em breve pela produtora Time for Fun, responsável pela turnê do artista no Brasil.

Além de músicas de ‘Wait for me’, as apresentações de Moby devem incluir hits mais antigos, como ‘Porcelain’, ‘Lift me up’, ‘We are made of stars’ e ‘Beautiful’.

João Bosco apresenta em Belém o show ‘Não Vou pro Céu’

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

O mineiro João Bosco apresenta no dia 12 de março, em Belém, o show ‘Não vou pro Céu‘. O novo trabalho do cantor faz o recente debate sobre a morte da canção parecer algo desde já superado, como uma discussão que serviu de incremento à crítica musical no Brasil, mas que já não serve como paradigma para se pensar o futuro.

Movido pela estética barrosa, típica de suas produções, Bosco apresenta no albúm temas como o amor, que deságua na imagem de um Cristo crucificado, remetendo aos sofrimentos físico e espiritual, aos dramas e dilacerações do desejo que marcaram sobretudo o imaginário barroco. E,assim, a ‘paixão’ de Cristo fala também da paixão do homem, reunindo numa única ‘palavracravo’ o humano e o divino, a dor e o prazer, a luz e a escuridão, a vida e a morte.

Serviço

Show  Eu não Vou pro Céu com João Bosco solo
Dia: 12 março (sexta feira)
Hora: 21:00
Local: Teatro Margarida Schivasappa

Bonnaroo 2010 terá Jay-Z, Dave Matthews e Kings of Leon

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Organização do festival norte-americano Bonnaroo anunciou na última terçafeira (9) a escalação da edição de 2010 do evento, que acontece entre os dias 10 e 13 de junho em Manchester, no Tennessee. Os ingressos começam a ser vendidos pela internet nesta quarta-feira (10).

Entre os destaques do festival estão o rapper Jay-Z, a Dave Matthews Band e os Kings of Leon, ganhadores do Grammy em três categorias de 2010. Além deles, tocam artistas como Weezer, Phoenix, GWAR, John Fogerty, Jeff Beck, Stevie Wonder, Norah Jones e She & Him, entre outros. O Flaming Lips vai se apresentar tocando na íntegra a sua versão para o álbum ‘Dark side of the moon’, do Pink Floyd.

Confira a escalação completa do Bonnaroo 2010:

- Jay-Z
- Dave Matthews Band
- Kings of Leon
- Stevie Wonder
- Phoenix
- Weezer
- Flaming Lips covering Dark Side of the Moon
- The Dead Weather
- Tenacious D
- OK Go
- Jeff Beck
- John Fogerty
- Zac Brown Band
- Damian Marley & Nas
- Norah Jones
- The National
- Medeski Martin & Wood
- She & Him
- Chromeo w/ guest Daryl Hall
- The Avett Brothers
- Regina Spektor
- She & Him
- Rise Against
- Punch Brothers
- Dropkick Murphys
- Cross Canadian Ragweed
- Isis
- 311
- John Prine
- Baroness
- Blues Traveler
- Bassnectar
- The xx
- Mayer Hawthorne and the County
- Japandroids
- The Gaslight Anthem
- Tokyo Police Club
- Manchester Orchestra
- Kid Cudi
- Neon Indian
- Black Keys
- Jimmy Cliff
- Tori Amos
- Thievery Corporation
- The Constellations
- Dr. Dog
- Ingrid Michaelson
- Wale
- Jay Electronica
- Steve Martin & The Steep Canyon Rangers
- Monte Montgomery
- Disco Biscuits
- They Might Be Giants
- Baaba Maal
- The Melvins
- GWAR
- Jimmy Cliff
- Dave Rawlings Machine
- Local Natives
- The Postelles
- Carolina Chocolate Drops
- Rebelution
- NeedToBreathe
- Michael Franti & Spearhead
- Jamey Johnson
- The Entrance Band
- Clutch
- Nitty Gritty Dirt Band
- Lotus
- The Dodos
- Deadmau5
- Martin Sexton

O Teatro Mágico em Belém/Pa (2009)

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

Primeira vez:

Teatro Mágico encerrou XIII Feira Pan-Amazônica do Livro:

‘Você, que foi castigado na ’quentura do meiodia’, pelas tardes chuvosas e ’noites calorosas’, teve sua justa redenção. Toda energia foi compartilhada, no dia 15 de novembro de 2009 (no hangar – feira do livro) ninguém passou o dia em Belém, dando beijo no asfalto ou posando para o álbum de família.
Principalmente quando estamos na cidade das ’belas morenas’ e dos ’homens fortes do norte’. Encontramos naquela noite, entre oito mil pessoas: a mulher do próximo, a sinceridade de uma virgem, o ’noivo da fulana’ e os escravos etíopes disponíveis para ’teatromagicar’ – vai do teu gosto! Tivemos homens e mulheres comuns perdidos e perdidas naquela noite de Belém, bastou-nos as fantasias para vestir o melhor personagem e presenciar a noite ’mágica com o teatro nosso de cada dia’.’

Um dos projetos mais inovadores da atualidade encerrou em grande estilo a programação cultural da XIII Feira Pan-Amazônica do Livro. Diante de mais de oito mil pessoas, mesmo com sua trupe reduzida, o espetáculo da Trupe do Teatro Mágico emocionou. No repertório do show, estiveram sucessos como ‘Abaçaiado’, ‘Camarada D´Água’, ‘Cidadão de Papelão’, ‘Sonho de uma Flauta’ e ‘Ana e o Mar’.
Com um currículo que conta com mais de 100 mil CDs vendidos/baixados, o grupo tem como diferencial a mistura de elementos do circo, do teatro e da poesia no mesmo espetáculo. Malabaristas, pirofagistas e atores dividiram a atenção da plateia em uma apresentação onde a música representa apenas uma das partes do show que ainda teve a presença da lojinha, em frente ao palco, organziada pelo ‘Seu Odacio’, pai de Fernando Anitelli, que para a montagem da mesma contou com a ajuda da
comunidade do TM em Belém‘, com venda local de blusas, adesivos, cd’s, dvd’s, livros da trupe,
Um pouco antes de subir no palco, o criador da trupe, Fernando Anitelli, conversou com a imprensa sobre a apresentação e se mostrou contente por estar na cidade. ‘
Minha expectativa é das melhores possíveis. Estive na cidade na época do Fórum Social Mundial, onde toquei pra cerca de três mil pessoas. O público de Belém me recepcionou de forma calorosa e educada, e tenho certeza que dessa vez será ainda mais gratificante tocar aqui‘, disse.
O nome do grupo surgiu de um livro chamado ‘O Lobo da Estepe’, do alemão Herman Hesse. A publicação aborda questões do intelecto e trata da rendição do ser humano às questões pertinentes dele mesmo. ‘
Tem um personagem que se depara com uma placa dizendo: ‘Esta noite, o Teatro Mágico (Entrada para Raros)´. E foi desse livro que o Fernando teve a idéia de colocar o nome da trupe‘ acrescentou Galldino , violinista do grupo.
A fórmula de divulgação da trupe também é inovadora e aproveita os caminhos oferecidos pela internet. O grupo deve muito do seu sucesso a sites de relacionamento como Twitter, Orkut e outras mídias sociais. ‘
É complicado viver da arte de maneira independente e manter a estabilidade, quando na verdade você tem que depender do público, de outras fontes e de uma data acessível em um teatro. Divulgar o nosso nome sem pagar por isso foi algo que ajudou muito‘, explicou Fernando, ainda na coletiva de imprensa.
Além de usar, no palco uma espécie de ’sarau amplificado’ a trupe defende ideiais e lidera movimentos como o MPB –
Música Para Baixar - e questões ambientais.

Segunda vez:

Teatro Mágico emociona com espetáculo artístico no Natal Hangar realizado dia 22/12/2009:

’Então FOI Natal’, Belém se enfeitou, reuniu famílias, agitou a cidade em todos os cantos – O Mercado de São Braz é rota para grande parte da população, quando se ilumina é sinal que o Natal está chegando e – no  dia 22 de dezembro de 2009 – tivemos um senhor presente adiantado: a cidade ficou mágica e tivemos um encontro de várias quantidades de múltiplas pessoas raras no espetáculo mais esperado, encerrando a programação de Natal do Hangar que teve sua decoração natalina com material de Sucata. Na programação oficial lemos: ’Teatro Mágico (dia 22), que volta com o show completo atendendo aos pedidos de seu público que lotou o deck do Hangar no encerramento da Feira Pan-Amazônica do Livro.’

A programação de shows gratuitos do Natal Hangar de 2009 contou com um show inesquecível no último dia 22 de dezembro. Apresentação do grupo paulista reuniu elementos de várias vertentes artísticas.Cerca de sete mil pessoas prestigiaram e se emocionaram com a performance da trupe do Teatro Mágico , que transformou o palco externo do centro de convenções em um verdadeiro picadeiro. Desta vez, a trupe retornou para a ‘cidade morena’ com sua trupe completa e lojinha, organizada e comandada por ‘Seu Odacio’, pai de Fernando Anitelli, e os amigos locais.

Depois do show memorável no encerramento da XIII Feira Pan-Amazônia, o grupo retornou a pedidos do público paraense, e dessa vez com o elenco completo. Suas apresentações não se restringem a somente um show musical, e são caracterizados por carregarem o status de um grande espetáculo, que também traz elementos do circo, do teatro e da poesia e a retornando com a responsabilidade, hoje muito esquecida pelo, do artista  de formar público. Lembrando que a arte é um meio de politizar. ‘O Teatro Mágico não tem fã, que vem de ‘fanatismo’ aquela coisa das pessoas apenas receberem, e sim público, quem curte o TM acaba defendendo os ideiais que colocamos, acaba procurando saber as questões que defendemos, ou seja, é um público que pensa e vai e faz‘, diz Gustavo Anitelli.
Para um público fiel e caracterizado, a trupe, além de apresentar suas canções de maiores sucessos já tocadas na apresentação em novembro, trouxe algumas outras, como a primeira música feita através do Twitter, composta por Fernando Anitelli (líder do grupo) em conjunto com seu público, onde os usuários dos sites mandavam sugestões de palavras que remetessem a objetos perdidos e sentimentos que perdemos com facilidade, resultando na música
O que se perde enquanto os olhos piscam, ‘Não há de ser nada’ e contou, também, com as interveções do palhaço Toicinho, um dos integrantes da trupe, que na primeira vez não pode comparecer.

O show teve a participação especial dos paraenses da Trupe Realejo, grupo que é formado pelo público do Teatro Mágico que acompanham sua carreira desde o início. ‘Queria agradecer o apoio de todos vocês. Só estamos aqui em cima por causa de vocês. Vocês são o oxigênio do nosso trabalho. E muito obrigado à Trupe Realejo pelo suporte‘ declarou Fernando.

Na ocasião, um dos membros da Trupe Realejo participou do espetáculo realizando uma performance pirotécnica.
Com um currículo que já conta com mais de 200 mil CDs vendidos/baixados, o grupo tem como diferencial a fórmula de divulgação do seu trabalho, que aproveita os caminhos oferecidos pela internet através do lema ‘
viralizar, sem pagar jabá‘. ‘A música livre que queremos divulgar a todos é, também, conhecimento livre. Com isso, é preciso trabalhar muito bem para equilibrar o acesso sem fins lucrativos à obra e a remuneração justa do autor‘, explicou Fernando. Tema levantado pelo movimento MPB, liderado por membros e produção da trupe.

Depois de seis anos:

Teatro Mágico encerra maratona de shows na bela ‘cidade morena’:

Teatro, poesia, dança, música, literatura, arte circense, politização, conscientização e cancioneiro popular num só pacote. Assim pode ser descrito o grupo independente que alcançou um público fiel, com isso vendendo quase 200 mil cópias de dois álbuns e um DVD que foram lançados até agora. Com suas vestimentas de clown e letras engajadas, o Teatro Mágico retornou a Belém após a bem sucedida apresentação no encerramento da 13ª Feira Pan Amazônica do Livro, para fazer a apresentação final do Natal Hangar 2009.
Desta vez com a trupe completa e a vontade de mostrar ao público os melhores momentos da carreira, composta pelos álbuns ‘
Entrada para raros‘ e o ‘Segundo ato‘, além do DVD ‘Entrada para raros – Ao vivo’. Em entrevista por telefone, Fernando Anitelli, fundador do grupo, conta que a intenção de criar o grupo surgiu da vontade de misturar ‘timbres, possibilidades, cores e ideias, e essa mescla foi trazendo resultados interessantes, tudo feito de maneira colaborativa‘. Isso fez Fernando montar uma espécie de Sarau que originou, de 2002 para 2003, o álbum intitulado ‘Fernando Anitelli: O Teatro Mágico…entrada para raros’, e a partir daí foi pincelando o Teatro até chegar no formato que ele é hoje. Com isso, Fernando e sua trupe sempre buscaram estabelecer as músicas engajadas e a coisa do clown como dois aspectos marcantes do grupo: ‘Mostramos que o palhaço não é apenas aquele personagem que faz rir, pegamos lá na ‘Comédia Dell’Arte’ o palhaço crítico, bufão, que provoca uma reflexão, assim como Charles Chaplin fazia suas críticas ao cotidiano através das piadas e com aquele visual engraçado‘, justifica.

O ator, músico e compositor diz que, juntamente com os amigos e artistas que formam a trupe do Teatro Mágico, foram levando a sua música de maneira independente, sem apoio de gravadoras ou campanhas midiáticas, a milhares de pessoas, coisa que muitas bandas inseridas no mercado fonográfico comercial não conseguiram. ‘Nos nossos shows temos a possibilidade de conversar com o publico e mostrar as ideias do nosso projeto. Além disso, realizamos oficinas e debates em festivais independentes do Brasil todo, em saraus ou mesmo antes dos shows para manter a relação de esclarecer sobre as decisões que tomamos e a nossa visão politizada, mostrando que não queremos ser um grupo que apenas entretém e sim que quer formar e informar o público‘, explica Fernando Anitelli.

O Teatro Mágico busca cimentar o caminho para a Música Livre Sustentável, e esse tema foi debatido ontem pelos membros da trupe junto com músicos e artistas da cena musical paraense no hall do Centur. ‘Buscamos explicar que construindo o seu trabalho em cima não de gravadora, mercado, mas sim daquele que vai cuidar de você para sempre, que é o publico, a sua música vai ter uma longevidade. Manter uma história honesta com a sua obra e o seu publico vai permitir a constituição de uma cena sustentável e sólida da musica independente brasileira‘, é no que acredita Fernando.

O Teatro Mágico mostrou suas letras críticas e espetáculo circense, não sem antes de ter promovido um debate, às 15h, na sala Marajó do Hangar, sobre Meio Ambiente com Gabriela Veiga, ainda na onda da COP 15. O grupo, que tem referências que vão de Raul Seixas, Cordel do Fogo Encantado, Antônio Nóbrega, passando por Gork e Mutantes, promete não decepcionar o público que acompanha seus seis anos de história, mais de 500 apresentações realizadas, com uma média de mil pessoas por apresentação. O fato de o show ser gratuito e ao ar livre é, para os músicos, importante. ‘Porque assim o maior número de pessoas vai ter acesso a nossa música e vamos poder constituir uma relação mais forte com o público de Belém, que veste a camisa do Teatro Mágico. E estamos felizes por estar com toda a trupe para fazer o último show do ano para um dos públicos mais significativos que temos‘, diz Gustavo Alitelli.

O público que compareceu aos shows e apresentações do ‘Natal Hangar’, ainda foi convidado a fazer doações voluntárias de brinquedos, toalhas e lençóis brancos, além de produtos de higiene pessoal a serem distribuídos para instituições assistenciais no Dia de Reis, em janeiro, quando uma grande festa foi realizada para a entrega das doações.

E que em 2010 os ‘paraenses raros’ possam ’teatromagicar’ muito mais vezes!

‘Ecocarnaval’ na Cidade Velha – Até 14 de fevereiro

sábado, 6 de fevereiro de 2010

A cada semana, o público aumenta e as programações ganham uma nova roupagem. No próximo dia 17, a festa continua com os blocos ‘Jambu do Kaveira’, ‘Fofó de Belém’, ‘Fofó do Lino’, ‘Sereia do Rubão’, ‘Filhas da Glande’, entre outros. E enquanto os blocos comandam as folias nas ruelas do bairro, o palco montado na concentração do evento dá continuidade à programação com apresentações artísticas, batalha de confete, concurso de marchinhas, concurso de fantasias para escolha da mais original e eliminatória da Musa Gay do ‘Ecocarnaval’, tudo com direito a prêmios.

O ‘Ecocarnaval’ é uma iniciativa da Ong Apaverde, dirigida pelo casal André Lobato (o Kaveira) e Élida Braz, a dupla já participa do carnaval da Cidade Velha há 7 anos, mas em 2010 resolveu unir a folia ao alerta sobre a importância de se preservar o meio ambiente.

A festa se estenderá até o dia 14 de fevereiro, acontecendo todos os domingos, sempre com um cronograma diferente. O projeto tem apoio da Belemtur, Prefeitura de Belém, Nova Schin, Fumbel, Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) e CiVViva (Associação de moradores, empresários estabelecidos e amigos do bairro da Cidade Velha). Segundo os organizadores do evento, na ocasião os brincantes contarão com a segurança da Polícia Militar, Guarda Municipal, Corpo de Bombeiros, Ctbel, além da segurança privada do evento.

Serviço: ‘Ecocarnaval’ da Cidade Velha
Todos os domingos
Horário: 15h30 (concentração)
Local: Concentração na Rua Doutor Assis com a Avenida Almirante Tamandaré.